LGDH ALERTA QUE O PAÍS ESTÁ A CAMINHAR POR UM BECO SEM SAÍDA

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) alerta que o atual “contexto nubloso” enfrentado no país, caraterizado pelas instabilidades, está a afetar todos os setores sociais da Guiné-Bissau. A organização diz ser preocupante a tentava de limitar liberdades fundamentais no país.

O alerta da organização que zela pela defesa dos direitos do Homem foi deixado, esta terça-feira, a margem da realização de uma videoconferência sobre a liberdade de imprensa na Guiné-Bissau. As atividades enquadram-se nas comemorações dos 10 anos da existência do consórcio de casa dos direitos.

Em entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), o vice-presidente da LGDH, Bubacar Turé, alerta que a sociedade guineense foi capturada pela política e “por conseguinte tudo se tornou em problemas.

Bubacar desafia ainda os guineenses a ganharem a consciência de que “com este caminho não vamos para lado algum”.

“Estamos a caminhar por um caminho, um beco sem saída. Estamos a caminhar para uma ingovernabilidade da Guiné-Bissau e o povo guineense é o único que tem algo a perder”, adverte.

O vice-presidente da LGDH disse que é o momento certo para que todos os guineenses saibam que a violência, intimidações e ataques contra as liberdades “não leva ninguém a lado algum e nem vai consolidar o poder absoluto de alguém”.

“Ainda um guineense estará em condições de desafiar as tentativas de confinamento de liberdades e estará em condições de exercer as suas liberdades conquistadas enquanto um cidadão nacional”, sustenta.

Também em entrevista à RSM, a presidente do Sindicato Nacional dos jornalistas e Técnicos de Comunicação Social (SINJOTECS), Indira Coreia Baldé, disse que a liberdade de imprensa e o exercício livre do jornalismo estão em risco.

Ela disse que chegou a esta conclusão diante das sistemáticas violações dos direitos dos jornalistas, porque “as pessoas com responsabilidade de proteger e garantir segurança aos jornalistas e aos órgãos de comunicação são as mesmas pessoas que criam problemas aos órgãos da comunicação social”.

“É gritante o que se passa na Guiné-Bissau. Todos devemos dizer basta a estas situações, porque todos os setores estão a cumprir o seu papel e que nos deixem também cumprir com aquilo que é a nossa responsabilidade”, exorta a presidente do SINJOTECS.

Diante de todas as violações e intimidações, Indira Correia Baldé insta os profissionais de comunicação social a transformarem estas ameaças e medos em forças para enfrentar os obstáculos e transformar a sociedade.

“Para o bem desta sociedade devemos cumprir o nosso papel dentro das normas. (…) Em caso de se sentir zelado, que não os batam. Que nos levem ao tribunal, porque além de prejudicarem a nossa saúde também acaba por ser custoso pelo Estado”, aconselha.

Indira disse ainda que é preocupante a situação da liberdade de imprensa na Guiné-Bissau, um fato que é consagrado nas leias da República.

Constantemente é denunciada na Guiné-Bissau a tentativa da limitação da liberdade de expressão, de opinião e principalmente da imprensa.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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