LESTE DO PAÍS DEPARA COM MORTES MISTERIOSOS DE ABUTRES
Mortes misteriosas de mais de 300 abutres, na cidade de Bafatá, leste da Guiné-Bissau, preocupam as autoridades guineenses. O surto começou no sábado passado (22) onde a causa ainda não é conhecida mas o facto já motivou uma reunião de emergência do governo.
O facto, segundo os correspondentes da Rádio Sol Mansi (RSM), acontece em Bafatá, Xitole, Ganado e Bambadinca, leste do país. A RSM constatou que após a morte a cabeça dos abutres ficam roxos e vários animais domésticos se misturam no local e os populares nas primeiras horas, sem protecção, retiram os restos que depois foram cremados e enterrados.
Depois das recomendações, as remoções foram suspensas e, segundo o nosso correspondente, em Bafatá, os abutres continuam no local e agora deixam maus cheiros que poderão causas doenças aos populares.
Segundo o governador da região de Bafatá, Dundo Sambú, que confirma que o facto é preocupante sendo de abutres são espécies resistentes e que não morrem tão cedo e para ele este número é ameaçador e devem ser accionados mecanismo legais para saber o que se passa de concreto.
“Este é um caso novo e preocupante e o nível do risco é enorme. Pedimos colaboração de todos para apurar a origem da morte. Pedimos que todos cuidem das crianças e dos seus animais porque sabemos que ainda existem lagoas aqui e as águas são consumidas para o consumo diário e estes animais que já têm contacto com os abutres mortos poderão beber naquelas lagoas e o risco da contaminação ainda é maior”.
O facto já mereceu a atenção do governo que reuniu, ontem (23), de emergência, em Bissau, para se inteirar da situação e, na sequencia, uma equipa de emergência foi montada e já se encontra em Bafatá para recolher as amostras e que de seguida, segundo o governo, serão levados para outros laboratórios nacionais e caso necessários aos dos países vizinhos para apurar a causa da morte excessiva dos abutres.
O encontro de urgência juntou o Ministério da Agricultura; da Administração Territorial; da Secretaria de Ambiente e ainda do Ministério de Saúde.
Odete Costa Semedo, ministra da administração Territorial, disse que medidas urgentes serão tomadas e por isso pede o apoio dos órgãos da comunicação social na divulgação de mensagens de sensibilização.
“Que os populares deixem de comer qualquer carne de animal morto nas ruas ou em casa. Que os animais permaneçam no coral ou amarrados e que cuidem das suas crianças”.
O Ministério da Administração Territorial e Gestão Eleitoral disse ter tomado conhecimento do sucedido, desde o dia sábado (22), e o número de mortes de mais de 300 só na região de Bafatá é preocupante.
Ouvidos pela nossa reportagem os populares dizem estar preocupados e com medo da doença venha alastra-se e vier a afectar os seres humanos e por isso apelam a intervenção urgentes das autoridades nacionais e pedem que não sejam consumidas carnes de animais mortos.
Por: Elisangila Raisa Silva dos santos
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