LGDH CLASSIFICA COMO TERRORISMO O SEQUESTRO DO SECRETÁRIO-GERAL DA APU-PDGB

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) considera um ato de terrorismo o rapto de Agostinho Costa, Secretário-Geral da APU-PDGB, ocorrido ontem, supostamente por agentes ligados ao Ministério do Interior.
A posição da LGDH foi expressa nesta terça-feira por seu secretário nacional para a Comunicação e Relações Públicas, Gueri Gomes Lopes, durante uma conferência de imprensa convocada para exigir justiça no caso.
Gueri Lopes afirmou que o sequestro do Secretário-Geral da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau é um ato vergonhoso que, segundo ele, reflete a intenção do atual regime de violar os princípios do Estado de Direito Democrático.
“Condenamos este ato vergonhoso de rapto do Secretário-Geral da APU-PDGB, Agostinho Costa. Segundo nossa fonte, a vítima foi sequestrada por agentes do Ministério do Interior e levada justamente para essa instituição, onde foi submetida a interrogatórios sobre suas declarações. Para a LGDH, isso simboliza o interesse do regime instalado no país em desrespeitar os princípios do Estado de Direito Democrático”, declarou Gueri Gomes Lopes.
Agostinho Costa é uma das vozes mais críticas ao atual governo. Ele tem afirmado repetidamente que o mandato do Presidente Umaro Sissoco Embaló cessou em 27 de fevereiro e tem feito diversas denúncias contra o governo da Iniciativa Presidencial.
Durante a conferência de imprensa, a LGDH também condenou o ataque contra Hélder Vaz, embaixador da Guiné-Bissau no Reino da Bélgica e na União Europeia. Segundo a organização, a condenação do governo sobre essa agressão demonstra incoerência, uma vez que outros casos de raptos e espancamentos ocorreram sem qualquer reação governamental.
“Condenamos o ataque contra o embaixador Hélder Vaz, mas consideramos incoerente a posição do governo, que se manifestou neste caso, enquanto vários outros raptos e agressões ocorreram sem qualquer ação da parte das autoridades”, declarou a LGDH.
A Liga Guineense dos Direitos Humanos exige que o Ministério Público instaure, com urgência, um processo de investigação para identificar e responsabilizar os autores do sequestro do Secretário-Geral da APU-PDGB.
Por: Turé da Silva

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