INSPECTORES DE EDUCAÇÃO EXIGEM PAGAMENTO SALARIAL DE ACORDO COM A LEI

A Comissão Nacional dos Inspectores da Educação exorta o governo a cumprir com os procedimentos das suas nomeações de acordo com a tabela salarial na função pública.

Esta exortação vem na sequência da conferência de imprensa, dada hoje, para denunciar a submissão dos inspectores pelo governo à uma formação que não corresponde às exigências dos serviços.

Um dos pontos da conferência foi a não aplicação da tabela salarial depois da nomeação dos 177 novos inspectores, desde o dia 05 de Dezembro de 2017.

Perante o facto, o Porta-Voz da Comissão, Braima Namean Mancabú, ameaçou desencadear novas estratégias de luta pelo bem do sistema, caso o governo não cumprir com o pagamento dos salários relativamente a letra dos inspectores.

“A comissão nacional dos inspectores da educação manifesta a sua inquietação junto ao governo ao grupo local de educação, a comunidade educativa e a sociedade em geral, que a inspecção da educação, não está a cumprir com os objectivos para que fora criada, de avaliar e fiscalizar a realização de educação escolar”.

Nestes propósitos, os inspectores convidam os decisores políticos a terem um forte engajamento “o mais urgente possível para a resolução dos problemas da inspecção de forma a minimizar a “cíclica e depressiva” do sistema educativo.

A comissão nacional dos inspectores exorta ao governo em caso não cumprimento dos propósitos acima exposto reserva-se desencadear as estratégias de luta pelo bem do sistema”

Braima Namean Mancabú disse que o sistema educativo entrou em decadência e pede a comunidade educativa e a sociedade civil, o engajamento serio para resgatar o sistema.

“O nosso sistema educativo entrou no colapso e é urgente o engajamento sério de todos para resgatar o sistema dos escombros onde se encontra e que por conseguinte é necessário eleger a inspecção como órgão capaz de oferecer a qualidade do ensino de que todos almejam”.

E para dar qualidade ao sistema educativo, os inspectores aconselham o governo a adoptar a inspecção de uma organizativa adequada e um estatuto do pessoal que respeite o princípio de autonomia que deve presidir ao exercício da actividade inspectiva.

Adoptar a inspecção de meios necessários de forma a torna-lo mais proactivo e presente em todas as circunscrições territoriais onde funcionam as escolas públicas, privadas ou de outra natureza, são algumas das recomendações dos inspectores da educação.

Os 214 inspectores da educação foram nomeados, desde 2017, para, entre outros, as funções dos Inspectores Directores de Serviços, de Departamento e Coordenadores Regionais.

A conferência de imprensa foi dada numa altura em que os alunos das escolas públicas ainda continuam em casa sem conhecer o seu futuro escolas.

 

Por: Bíbia Mariza Pereira

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