Infecção alimentar: JOGO DA GUINÉ-BISSAU E MARROCOS AINDA EM INCERTEZA
Continua em incerteza a realização do jogo da Guiné-Bissau frente ao Marrocos, porque, segundo informações, os elementos da selecção ainda continuam sem saber dos resultados médicos depois de uma infecção alimentar.
Aos jornalistas, o Inspector-geral do desporto da Guiné-Bissau, Armando Vieira Có, considera de triste e de mágoa a actual situação da selecção nacional em Marrocos, depois de supostamente ser provocada uma infecção alimentar.
O inspector, está neste momento em Marrocos, e disse que a situação é catastrófica, porque não se sabe ao certo da recuperação dos futebolistas. Para ele, isso demonstra que a selecção de futebol da Guiné-Bissau está a ser temida pelo mundo.
Falando à Rádio Sol Mansi (RSM), o jornalista desportivo guineense, Valdumar Tchongo, que acompanha a selecção, conta-nos que depois da infecção alimentar da madrugada esperava-se que os Djurtus estariam em melhores condições, mas estão desgastados e os sintomas ainda persistem que acabou por piorar-se por falta de sono.
Segundo o jornalista, existem ainda muitas dificuldades de atendimentos no hospital onde estão a ser atendidos a equipa nacional.
“Os resultados naquelas avaliações é que o comissário do jogo poderá ter uma decisão sobre o que realmente aconteceu no hotel onde está instalada a selecção da Guiné-Bissau”, explica.
Valdumar Tchongo confirma que a equipa médica está a acompanhar a selecção nacional, mas, de momento, está de mãos atadas porque não tem materiais necessários para avançar com as provas concretas sobre a origem dos vómitos e diarreias dos atletas guineenses.
Questionado se a comitiva dos Djurtus viajou com nutricionista, Valdumar Tchongo disse que não é disponibilizada a verba necessária para assegurar a selecção, sendo que é necessário que todos os departamentos sejam assegurados.
“Nutricionista é dispensável numa caravana desportiva. Hoje em dia, existem selecções que viajam com todos os elementos para evitar de consumir comidas preparadas por outras pessoas”, admite.
A Guiné-Bissau lidera o grupo I com 4 pontos.
Em reação ao acontecido o Embaixador de futebol da Guiné-Guiné-Bissau, Ciro José da Costa, também falando só à RSM, disse que o que está em causa são nos embaixadores guineenses que neste momento estão em perigo.
“Estas crianças (jogadores) não foram respeitadas e nem a vida humana é respeitada. (…) A partir de agora, depois da casa arrombada colocamos as tranas na porta e talvez a partir daí vamos valorizar ainda mais ao sector desportivo”, lamenta Ciro que os guineenses não deveria ser “tão inocentes sabendo que iam dormir na casa do inimigo”.
O jogo desta noite é condicionado com o resultado médico, a RSM sabe que os futebolistas foram ao hospital em Marrocos, mas não foram atendidos e foram obrigados a voltar ao hotel sem um exame médico concreto.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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