INAUGURADA EM BISSAU A PRIMEIRA PLATAFORMA DE TELEMEDICINA

A Guiné-Bissau tem a primeira plataforma de telemedicina que apoia nos cuidados de Saúde Reprodutiva, Materna, Neonatal e Infantil, através de uma  assistência à distância dos pacientes e dos profissionais de saúde.

A plataforma de telemedicina para os cuidados de Saúde Reprodutiva, Materna, Neonatal e Infantil está a ser implementada, em Bissau, no Hospital Militar Principal, e nesta primeira fase vai abranger as áreas de ecografia, maternidade, neonatologia e pediatria.

Fato que o chefe do governo, Rui Duarte Barros, considera ser um ato “tão” importante. Para ele o desafio é o material ser utilizado com “muita” responsabilidade para poder servir “não só o Hospital Militar aqui de Bissau, mas também a todos os centros de saúde e hospitais ao nível nacional”.

O ministro da Saúde Pública, Domingos Malú, diz que a plataforma ora entregue vai suprir as dificuldades existentes no país.

“Naquilo que é a redução da morte materno-infantil para nós é tão importante termos uma plataforma por dificuldade própria do sistema de saúde”, enfatiza.

Já o diretor do Hospital Militar Principal, Ramalho Cunha, considera a estratégia positiva já que os doentes podem ser assistidos por grupos de médicos disponíveis para estudar diferentes patologias.

“Os nossos médicos podem dirigir para o Hospital Militar para que possamos buscar outras correspondências dos hospitais para que sejam discutidas as situações que à distância podem orientar como os doentes serão atendidos”, explica.

A plataforma foi também apoiada pelo Instituto Marquês de Valle Flôr. O seu representante, Ahmed Zaki, sustenta que isso representa um passo significativo em direção a um futuro mais saudável e próspero para a Guiné-Bissau.

“Este progresso é uma jornada emocionante e promessora”, garante.

A iniciativa integra-se no “Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil” da União Europeia, desenvolvido há 11 anos e em três fases, com um investimento global de cerca de 26 bilhões de francos CFA.

Entretanto, o embaixador da União Europeia, Artis Bertulis, diz que a telemedicina emerge como um complemento essencial do sistema de saúde materno com benefícios tanto para os profissionais de saúde como para os pacientes.

A plataforma, já instalada e operacional, destina-se a fortalecer os cuidados de saúde materna e infantil e permitirá dar seguimento e orientação de casos clínicos complexos e minimizar a ausência de recursos humanos especializados.

Segundo informações disponíveis, o material será cobrado, nesta primeira fase que já a ter o apoio da União Europeia, num valor básico e que será da possibilidade de uma boa parte dos guineenses.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará

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