IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS RACIONAIS DE USO DE TERRA SÓ PODE SER CUMPRIDA SEM CONFLITOS, diz ministro de Agricultura

O ministro de Estado e de Agricultura e Desenvolvimento Rural disse que as recomendações sobre elaboração e implementação das políticas racionais de uso da terra e das florestas só podem ser cumpridas sem conflito de interesses.  

Marciano Silva Barbeiro falava hoje (14) na abertura da Conferência Nacional destinada à apresentação e enriquecimento da proposta do regulamento sobre florestas comunitárias, organizada pela ONG Tiniguena em colaboração com a direcção-geral das Florestas.

“ As recomendações só podem ser cumpridas sem conflitos de interesses na gestão florestal com vista a conservação ambiental e a gestão voltada para o desenvolvimento económico. A descentralização da gestão florestal que permitiu a participação das comunidades locais, constitui um elemento de destaque na implementação das políticas do sector (…) que contribuiu na boa gestão das florestas e melhoria do bem-estar da população local”, afirmou o ministro.

De acordo com o governante, apesar do reconhecido esforço até aqui empreendido na matéria de gestão comunitária das florestas, ainda existem vários constrangimentos entre as quais, a falta do regulamento próprio para a gestão comunitária das florestas.

“ (..) Ainda existem vários constrangimentos desde a falta de um regulamento próprio para a gestão comunitária das florestas, falta de informações por parte das comunidades locais sobre os seus direitos na partilha de benefícios bem como a fraca capacidade de custear as despesas dos benefícios previstos nas legislações”, salientou.

Em representação da União Europeia, Ivo Baldé disse que quanto mais a Guiné-Bissau for capaz de combinar as oportunidades económicas com a devida valorização e preservação ambiental, melhor assegurará o futuro promissor da juventude, por que nos últimos anos foi assistido uma rápida degradação dos recursos naturais em todo o mundo.

A iniciativa é financiada pela União Europeia, no âmbito do projecto “gestão transparente de recursos sustentáveis II”, gerido pela Tiniguena.

Por: Braima Sigá

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