GUINEENSES DIZEM QUE A “IRRESPONSABILIDADE” DA CMB ENCORAJA O COMÉRCIO INFORMAL AO LONGO DA AVENIDA
Já estão a ser cumpridas, em parte, as instruções emanadas do gabinete do ministro da Administração Territorial que ordena a retirada de todas as pessoas que vendem ao longo da avenida principal (dos Combatentes da Liberdade da Pátria) e consequentemente até ao exterior do Mercado de Bandim. diante disso, as pessoas apontam a irresponsabilidade da CMB.
O cumprimento destas instruções já estão a ser obedecidas, tal como pode constatar “In-loco” a repórter da RSM que esteve de visita aos diferentes pontos de venda da Avenida, nomeadamente, do Bairro de Belém até a subida de Cabana e desta até ao mercado de Bandim.
A RSM constatou ainda que em Bandim as pessoas foram retiradas totalmente, enquanto que na zona de Belém à cruzamento da travessa de cabana, alguns vendedores ainda estão a resistir à ordem.
Esta decisão do governo foi apoiada pela população que, não obstante, disse que a prática de venda no passeio é a principal fragilidade e falta de responsabilidade das autoridades políticas do país.
“Tenho a noção de que isso será doloroso para as nossas mães que conseguem o ganha-pão, mas o passeio é para as pessoas passarem e o governo deve tomar a responsabilidade para realocar estas pessoas”, disse um comerciante.
“Esta decisão é boa, mas foi criada pelo próprio governo porque um governo deve saber se posicionar. Isso é falta de responsabilidade dos nossos governantes. Por exemplo, um encarregado sem posição forte não poderá educar os seus educandos da melhor forma”, critica uma outra cidadão guineense.
“Esta decisão foi tomada mais de 3 vezes e por falta de desleixo das autoridades da Camara Municipal de Bissau (CMB), as pessoas voltam a vender no mesmo local. Esta decisão veio muito tarde e é a falta das autoridades da entidade camararia, porque todos os dias vimos as polícias camarárias no mercado e acho que a decisão da câmara não é séria”, critica um jovem que estava a circular na mesma via.
Esta decisão já foi tomada várias vezes e sempre caiu por água-à-baixo. Por exemplo, recentemente, aquando da inauguração do Mercado Central, o Presidente da República tinha ordenado que fossem tomadas estas mesma medidas. Dia depois, um forte dispositivo de segurança tentou tirar as pessoas que vendiam no passeio em frente ao Mercado Central e da Chapa de Bissau, mas foi sem sucesso.
No entanto, desta vez, as pessoas esperam que esta decisão do governo será definitiva. Eles disseram que as autoridades guineenses não têm a posição porque para o desenvolvimento de um país os passeios devem estar limpos e organizados.
“Acho que esta decisão será definitiva tendo em conta as palavras que estamos a ouvir a respeito da organização da cidade de Bissau”, disseram as pessoas entrevistadas pela Rádio Sol Mansi.
O certo é que os passeios da Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria são quase intransitáveis, sendo que as pessoas vendem até a berma da estrada. Agora, é habito ver as feiras improvisadas nas avenidas, caso concreto do cruzamento do Guimetal ao Bairro de São Paulo e do Petromar de penha, nesta última localidade, uma viatura despistou-se tendo originado a morte de três vendeiras, na semana passada, e deixou vários feridos.
No cruzamento da Chapa de Bissau foram várias vítimas mortais e feridos que se verificou ao longo dos últimos anos, sendo o mais recente foi de um viatura de grande porte que vinha no sentido travessa caracol chapa de Bissau, o condutor perdeu o controlo da viatura, esta entrou no cruzamento indo parar alguns metros já na estrada que liga o cruzamento à granja onde deixou vários feridos.
De lembrar que os vendedores ou comerciantes ambulatórios em causa, são cobrados diariamente 250 francos cfa ou mais, pelos funcionários da Câmara Municipal de Bissau, dependendo isto do tipo de produto.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Diana Vaz
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