GUINÉ-BISSAU VALIDA RELATÓRIO DO QUADRO DA GESTÃO AMBIENTAL E SOCIAL
A Guiné-Bissau corre risco de não beneficiar do fundo de Banco Africano Desenvolvimento (BAD), devido à não apresentação do relatório de quadro da gestão ambiental e social.
Durante a abertura do seminário, Mário Benício Indafa, revelou que o país está a ser pressionado pelo BAD devido ao tempo limitado caso contrário, poderá ficar de fora do fundo do banco.
“ O relatório que estamos a validar é do impacto ambiental e social e se passar, o banco pode entrar com financiamento para o projecto começar a funcionar. Estamos a ser pressionados pelo banco porque propomos um timing e se não o cumprimos vamos ficar fora. (…) Este projecto de cinco milhões, conta sete bilhões de francos cfa, destinado às pessoas com problemas de insegurança alimentar”, explicou.
A informação foi avançada esta terça-feira pelo Secretário Permanente do Comité Nacional Inter-estado de Luta Contra Seca no Sahel (CILSS) durante o seminário nacional de validação de relatório do quadro da gestão ambiental e social destinado aos técnicos do ministério de Agricultura.
Mário Indafa, diz por outro lado que o projecto visa ajudar a erradicar as causas estruturais de crises alimentar e nutricionais agudas e crónicas na Guiné-Bissau.
“ Lançado em 2015 por um mandato de cinco anos, o P1-P2RS visa ajudar a erradicar as causas estruturais de crises alimentares e nutricionais agudas e crónicas, ajudando as famílias vulneráveis a aumentar os seus rendimentos, aceder as infra-estruturas básicas e serviços sociais e construir um património que fortaleça de forma sustentável os seus meios de subsistência”, sublinhou.
O projecto tem quatro fases quinquenais do programa responde ao compromisso a longo prazo do BAD com a resiliência das populações do Sahel e da África Ocidental e abrange os 13 estados- membros do Comité Permanente Inter-estado de Luta Contra Seca no Sahel (CILSS).
Por: Bíbia Mariza Pereira
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