GUINÉ-BISSAU PREPARA EMBAIXADORES PARA CONSEGUIR GANHOS NA COOPERAÇÃO
O presidente da República e ministra dos Negócios Estrangeiros reuniram, esta quarta-feira (25), no palácio do Governo, com os novos embaixadores para juntos delinearem as principais políticas do país no exterior. Pela primeira vez, os embaixadores têm termos da referência
Aos jornalistas, depois da reunião que durou um pouco menos de duas horas, a chefe da Diplomacia Guineense, Suzi Barbosa, disse que é importante que os novos diplomatas designados estarem cientes da expectativa dos guineenses.
“Como inovação, pela primeira vez os embaixadores terão os termos da referência para os postos que irão ocupar e nestes termos de referência saberão o quê que esperam deles em quanto embaixadores, os pontos que serão avaliados e também o quê que nós [Guiné-Bissau] pretendemos na queles países que eles estão a representar a Guiné-Bissau, desde a conduta como também os ganhos na cooperação com estes países”, explica.
Ainda segundo a ministra, é importante para que haja esclarecimento aos novos diplomatas designados do quê que o país espera deles, porque a representação diplomática no exterior é importante quando ela representa condignamente o país, mas sobretudo quando ela traz o ganho para o país.
Há vários anos que o país não tem um representante diplomático ao mais alto nível em Angola. Sobre o assunto, Suzi Barbosa diz que já solicitaram as autoridades angolanas e estão a aguardar a resposta.
“Porque o que se passa é que houve muitos anos que não havia o representante ao mais alto nível em Angola, isso pode estar a atrasar o processo. O facto de estamos na Covid-19, também de certas formas existem dificultados os procedimentos burocráticos, mas temos perspectivas que igual com os outros vão ser em breve”, justifica.
Na mesma ocasião a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional assegurou que Cabo-verde tenciona abrir a sua embaixada que é a primeira vez na história da Guiné-Bissau.
“Isso é a prova das boas relações diplomáticas entre nossos dois países neste momento, porque em 47 anos da independência nunca tivemos uma embaixada de Caboverde na Guiné-Bissau, pela primeira vez vamos ter e pretende-se que seja antes do fim do ano”, sustenta.
Suzi anuncia ainda a intenção do presidente da República de cabo-verde em visita o país no início do próximo ano, mas pretende fazê-lo depois da abertura de uma embaixada de Cabo-verde no país.
Por: Braima Sigá
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