GUINÉ-BISSAU HÁ MESES SEM SELOS OFICIAIS E GOVERNO PROMETE RESPONSABILIZAR PESSOAS RESPONSÁVEIS PELA SUA EMISSÃO
O ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, promete responsabilizar as pessoas contratadas para emissão dos selos fiscais para o país até à próxima semana, caso a situação não seja resolvida.
De acordo com Ilídio Vieira Té, que falava aos jornalistas à margem de assinatura de um protocolo de acordo de dois novos projectos para o desenvolvimento da Guiné-Bissau entre o governo com o Banco Mundial, o Ministério das Finanças cumpriu com as suas obrigações de pagar alguém por este serviço, que segundo ele, até final do mês em curso, o país vai ter um novo formato do selo.
Saliente-se que já há vários meses que o país tem deparado com o problema da falta dos selos e os citadinos consideram de grave esta rotura, sendo uma das peças mais exigidas nas autenticações dos documentos.
Entretanto, confrontado na ocasião com os reembolsos que o país tem conseguido nos últimos tempos com os parceiros financeiros, sem no entanto estar em funcionamento a Assembleia Nacional Popular, entidade fiscalizadora da execução governativa, Ilídio Vieira Té deixa claro que o país não pode parar pelo fato da ANP estar dissolvido.
Em novembro do ano passado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou ter chegado a um acordo com as autoridades guineenses para negociar um programa de 36 meses no âmbito do mecanismo de Facilidade de Crédito Alargado.
O programa de 36 meses que visa apoiar as políticas económicas da Guiné-Bissau, ainda está sujeito à aprovação da direção do FMI e a apreciação do seu Conselho de Administração.
Perante este facto, o economista guineense, José Nico Djú, aconselha o governo no sentido de fazer um bom uso do valor emprestado, assim como de uma boa transação entre o atual executivo da iniciativa presidencial, e ao executivo que vai emanar dos resultados eleitorais do próximo mês de junho.
Nos últimos tempos as autoridades guineenses têm obtido alguns empréstimos e dons monetários por parte das entidades financeiras internacionais.
Em janeiro, a Rádio Sol Mansi tinha noticiado que desde meados de setembro a Guiné-Bissau estava sem selos oficiais e os citadinos consideraram de grave a rotura sendo uma das peças mais exigidas nas autenticações dos diferentes documentos.
Por: Braima Sigá
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