GREVE DOS MOTORISTAS DE TRANSPORTES PÚBLICOS AFECTA VIDA DOS POPULARES GUINEENSES
A Federação Nacional das Associações dos Motorista e Transportadores da Guiné-Bissau aponta a redução de posto de controlo nas estradas de todo o país como condição de levantamento de greve geral de três dias, que iniciou, hoje (26 de Fevereiro), e está a ter grandes impactos na vida das pessoas.
A posição defendida pelo presidente da comissão negocial da greve durante uma entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), no âmbito da greve dos transportes de três dias ao nível nacional.
Caram Samba Lamine Cassama fala ainda do abusivo controlo verificado nas vias públicas por isso exige o cumprimento do memorando de entendimento assinado no final de 2018.
“É urgente a redução de controlos nas vias públicas pelos Polícias de Trânsitos numa altura em que o governo não está a cumprir com a sua obrigação”, alerta o presidente da comissão negocial.
No que tange a paralisação de três dias, o presidente da comissão negocial da greve fala em 100 por cento da adesão da greve acusando o executivo liderado por Aristides Gomes de tentar subordinar alguns condutores para furar a greve.
“A greve foi aderida em 100 por cento, outrossim é que o governo está a negociar com alguns condutores para fragilizar a federação e é uma situação muito má”, referiu Caram Cassama.
Perante a greve dos motoristas, numa reportagem da RSM, devido ao impacto da falta de transportes mistos e urbanos no país, os populares lamentam a situação e exigem a resolução urgente da situação.
“A greve dos transportes está a prejudicar as nossas actividades e hoje acordamos com esta situação da paralisação. É complicado”, lamentaram os populares.
A este propósito, Caram Cassama pede desculpas à população guineense pelo constrangimento causado pela greve de três dias.
“Neste momento aproveitamos esta ocasião para pedir desculpa á população devido dificuldade causada pela greve de três dias neste dia útil do trabalho”, sustenta o presidente da comissão negocial da greve.
O presidente da comissão negocial da greve dos motoristas nega que a greve iniciada esta quarta-feira tem a conexão com a política.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi
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