GREVE DOS MOTORISTAS CONDICIONA A VIDA DOS GUINEENSES

A greve da Federação Nacional dos Motoristas dos Transportes Públicos continua a ter um impacto negativo na vida das pessoas e na economia nacional. O analista disse que o que se verifica neste momento é a falta de flexibilidade por parte do governo.

Segundo as constatações da Rádio Sol Mansi (RSM), a greve começou desde às primeiras horas de hoje, no inico a adesão foi total mas por volta das 8 horas alguns táxis e toca-toca arriscaram em trabalhar, mas por volta das 10horas as vias públicas voltaram a estar desertas. Embora foram reforçados polícias nas ruas para garantir a circulação segura de quem não quer aderir a greve.

No entanto, em entrevista à RSM, o porta-voz da Federação, Caram Samba Lamine Cassama, acusa o governo de não se importar com a vida das pessoas e, embora mostrou-se aberto para as negociações, disse que só sentarão á mesma mês depois de serem libertados os seus associados presos na base aérea.

"Os nossos associados estão a passar mal e todos estamos descontentes com este governo que não respeita os direitos dos trabalhadores e nem importa com o problema do povo".

Ouvidos pela RSM, as pessoas que estavam a caminhar quilómetros até chegar aos seus destinos, pediram entendimento entre as partes para evitar mais constrangimentos.

"Estamos cansados com esta situação, já andei quilómetros para ir vender os meus produtos. Imagine um doente grave, como é que chega ao hospital nestas condições, assim as pessoas vão morrer e estes governantes nem pensam nisso. Queremos que acabem com esta greve e que o governo fale com os condutores porque esta situação é grave e degradante", exortam as pessoas ouvidas pela Sol Mansi.

Entretanto, ouvido, hoje, pela Rádio Sol Mansi, o analista e comentador dos assuntos políticos, Rui Jorge Semedo, disse que estas reivindicações dos sindicatos pode ser um impulso para o governo controlar a corrupção que se verifica ao nível dos agentes de segurança.

Rui Jorge Semedo disse que o governo deve tomar diligências e ceder algumas partes destas reivindicações, porque “o que se verifica neste momento é a falta de flexibilidade por parte do governo, porque a exigência dos sindicato não é impossível e ser resolvida”

"Temos vários polícias nas estradas que, no ponto de vista prático, estes polícias nada fazem e isso prejudica o aparelho de Estado. As pessoas não têm noção do que o país perde com as greves", sustenta o politólogo.

Os motoristas paralisaram, desde as primeiras horas, o sector dos transportes exigindo a criação de guiché único e ainda a diminuição dos postos de polícias em todo o país.

O governo veio ao público esta semana anunciando a recolocação dos polícias de trânsito nas ruas para ajudar na diminuição de acidentes e de mortes nas estradas.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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