GRAVIDAS CONTINUAM A MORRER DEVIDO A FALTA DE HOSPITAL

As gravidas da Ilha de Komo, na região de Tombali, lamentam a falta do pessoal de saúde, as péssimas condições de estrada e a falta de piroga. Ao falarem da dificuldade da zona que quase não há infra-estrutura, as mulheres não controlaram as lagrimas

Numa reportagem da Rádio Sol Mansi naquela zona que depara com falta de quase tudo, a população diz que deparam com a falta de piroga para transportar as pessoas, não existe água potável e nem escolas.

“Nós (gravidas) estamos mal porque não temos hospital. Somos obrigados a deslocar para Catió para consulta pré-natal. Não temos condições de vacinar os nossos filhos”, lamenta a representante das mulheres.

Os populares de Komo pedem ainda pessoal de saúde e professores. A ambulância, a reparação da estrada e bolanhas e ainda a falta de piroga, são também pedidos de Komo.

“As gravidas morrem no caminho para o centro hospitalar do país. A nossa escola não funciona e agora é lugar das vacas”, disse um dos populares.

“Estamos com dificuldades e as mulheres são transportadas de maca”, reafirma o representante dos anciões.

“Queremos enfermeiras no hospital. As nossas bolanhas estão sagradas devido a água potável. Deparamos com número elevado de mortalidade infantil”, disse o representante da juventude de Komo.

Entretanto, sobre a preocupação da população de Ilha de Komo na área de saúde, a Ministra da tutela, Maria Inácia Có Sanha, garante que o governo vai reforçar o pessoal de saúde, na região de Tombali, até na próxima semana.

“Sempre temos preocupação com o centro de saúde de Tombali por isso todas as enfermeiras formadas no polo sul são colocados aqui mesmo. Quando chegarmos a Bissau vamos reforçar pessoal neste centro de saúde”, promete a ministra.

A RSM sabe que na região de Tombali, os pessoais de saúde estão há três meses sem salario e foram também colocados sem subsídio de deslocação. No entanto, o Ministério da Saúde alega que o Ministério das Finanças não desbloqueou até agora o dinheiro solicitado.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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