GOVERNO DISSE QUE PROSTITUIÇÃO E PEDOFILIA SÃO PARTES NEGATIVAS DO TURISMO

O ministro do Turismo da Guiné-Bissau, Fernando Vaz, considera de normal o fenómeno do turismo sexual verificado nas ilhas dos bijagós que inclui a prostituição e a pedofilia. Para diminuir o impacto da prática, o governante disso que o país vai aplicar a lei da protecção dos menores.

Falando, ontem (12), à Rádio Sol Mansi (RSM), na sequência da visita do ministro do mar de Cabo-Verde às ilhas dos bijagós, o ministro disse que o governo tem a consciência da existência do turismo sexual nas ilhas dos Bijagós, mas, que “isso acontece em todas as partes do mundo”.

“A parte negativa do turismo é que traz prostituição, pedofilia, drogas e series de problemas negativos e temos a consciência precisa disso”, desdramatiza o ministro do Turismo.

Apesar disso, Fernando Vaz disse que o governo já está a tomar diligências para diminuir o seu impacto através de leis existentes no país e o infractor será sancionado.

Nos últimos tempos tem aumentado as denúncias sobre a prostituição infantil nas ilhas e incluindo foi denunciado por deputados da nação e uma equipa de investigação deslocou às ilhas e investigações decorrem. Há meses a Polícia Judiciária ouviu uma proprietária de um estabelecimento turístico em Bubaque, embora ainda não se conhece a decisão judicial.

Entretanto, o ministro do Turismo disse que as pessoas que denunciam estas práticas criminosas são as sem sentido democrático.

“As pessoas que querem fazer esta propaganda são de má-fé, são pessoas que estão contra o Estado e o povo guineense. (…) O que vemos nas ilhas bijagós em relação aos grandes centros turísticos não chegam a nem 0,1 por cento”, sustenta o político guineense que revela que isso é o negativo do turismo.

O ministro promete tomada de medidas para que a época turística a ser aberta tenha uma estrutura para diminuir o impacto desta pratica criminosa nas ilhas dos bijagós.

A prática do turismo sexual tem sido assunto debatido várias vezes pelos deputados da nação que chegaram a apontar o dedo acusador a uma proprietária de estabelecimento hoteleiro de uma das ilhas próxima à cidade de Bubaque.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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