FUNCIONÁRIOS DA SOTRAMAR EXIGEM EXPLICAÇÃO SOBRE DINHEIRO DA VENDA DE BARCO
Os funcionários e Sindicato de Base dos Trabalhadores de Sociedade de Transportes Marítimo da Guiné-Bissau (SOTRAMAR), pedem esclarecimento ao Ministro dos Transportes e Telecomunicações, da venda do navio Baria e dos descontos salarial dos meses de junho e julho do ano de 2022.
Estas exigências foram feitas no momento do pedido de esclarecimento, foi anunciado hoje, no decurso de uma conferência de imprensa conjunta, e onde afirma que, o gabinete do Ministro dos Transportes, havia afirmado que já tinham conhecimento das exigências, através do relatório entregue. Neste momento diz que estão a trabalhar para o relançamento da nova empresa da companhia marítima, face a falência técnica e financeira da empresa Sociedade de Transportes Marítimo da Guiné-Bissau (SOTRAMAR).
O Presidente do Sindicato de Base, Fidel Augusto da Silva, disse que querem esclarecimento da venda de navio Baria para tal pede a intervenção da Polícia Judiciaria e Ministério Publico na investigação do mesmo.
“O sindicato nem um dia participou na comissão de venda do barco, e nem uma carta recebemos, por isso pedimos o Ministério Público e a Polícia Judiciária para investigarem o preço real da venda do barco, e para o Ministério dos Transportes enviamos as cartas muitas vezes e sobre o desconto que fizeram no pagamento mandamos o ministro a carta e não respondeu desde 18 de Outubro de 2022”, explica.
Os funcionários explicam ainda que por várias vezes tentaram solicitar a entrega do relatório à comissão interministerial que trabalhou nesta questão da venda do navio, mas “disseram-nos que que tem o relatório está em Portugal”.
Por outro lado, o diretor do Departamento de Recurso Humano da empresa, Carãn Cassamá, disse que o Conselho de Administração ameaça entrar com uma carta de reclamação junto a inspeção-geral de trabalho, onde invocaram a decisão de ministro para diminuir salário a “todos” os funcionários que afetos a esta casa.
Segundo o parecer de inspeção-geral de trabalho, disse Cassamá, chegaram a conclusão de que a SOTRAMAR tem o seu estatuto e tem a sua certidão de criação, e “deste modo, o ministro não pode ter esta iniciativa unilateral e de diminuir salário do pessoal”.
“Ele deve solicitar a revisão do estatuto da SOTRAMAR neste caso para ajustar na base legal e vão ser submetido ao conselho de ministro para o efeito de aprovação, e não foi caso e, segundo parecer, disseram ao ministro para voltar da sua decisão”, sustenta.
O Sindicato de Base dos Trabalhadores da SOTRAMAR ameaça ainda realizar uma vigília na próxima sexta-feira. Segundo informações dos funcionários, o barco foi vendido por 45 milhões de francos cfa e fato que os funcionários denunciam que o preço ultrapassou a este montante.
Por: Bíbia Mariza Pereira
Imagem: Arquivo
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