FUNCIONÁRIOS DA ANCA DENUNCIAM MÁ GERÊNCIA DA INSTITUIÇÃO

O Coletivo dos Funcionários da Agência Nacional de Cajú (ANCA)acusa os dirigentes do Conselho Administrativo da instituição de estarem a provocar a morte lenta da agência reguladora do setor de cajú.

A acusação foi feita, esta quarta-feira, pelo porta-voz com o propósito de denúnciar a má gestão da agência nos últimos anos, e aproveita a ocasião para solicitar a intervenção do chefe de Estado com vista a estancar a situação que considera de desumano.

Edinilson Gomes referiu-se também aos problemas que afetam negativamente a agência. “Essa má gestão tem nome que são esses: Caustar Dafa, Mustafa Seide Bari e Biaia que durante 3 anos apoderaram-se do conselho administrativo da ANCA-GB e nos levaram a situação onde estamos hoje”. Diz referindo que estao há oito meses sem salários e confrontados com mais de 40 milhões de francos cfa de dívidas de impostos junto à Direçao-gral de Contribuiçoes e Impostos igualmente com a providência social   ou seja, enquanto funcionários, “ são descontados diretamente no nosso salário e esse montante nunca chegou a ser depositado na providência social. Estamos com mais de dez meses da dívida de renda onde funciona a agência e cerca de 2 meses sem a energia eletrica”.

Gomes aponta ainda a agência como um dos principais cúmplice de comercialização da castanha de caju deste ano, e até a fase de exportação deste produto.

“ Enquanto entidade reguladora de cajú, a agência está a conduzir ou provocar todo este desastre que estamos a ter no que diz respeito ao setor de Cajú, a sua comercialização e a sua exportação”, frisou.

Para o presidente deste Coletivo, Nelson Quaresma, os sucessivos problemas que abalam esta instituição são questões meramente ligadas a política.

“ O problema da instituição é uma questão meramente política, porque medidas podiam ser tomadas há muitos anos mas não foi o caso”, questionando depois “ onde está a polícia judiciaria, Ministerio Público, Tribunal de Contas e a própria Assembleia-Geral de ANCA que não está a funcionar, o Conselho Fiscal e Finanças porque quando a Assembleia-Geral não funciona para a entrega de relatórios, automáticamente, a finança não pode continuar a emitir e dar aval aos cheques e outras despesas que são feitas com os fundos da agência por isso, digo que esta instituição passou a ser lugar de roubar o dinheiro”, concluiu.

O Coletivo dos funcionarios da Agência Nacional de Cajú da Guiné-Bissau (ANCA-GB), lamenta a forma como a castanha de cajú do país está a ser exportados sem nenhum certificado de qualidade.

Sobre as acusações, o repórter da RSM tentou estabelecer contato via telefónica com o presidente desta instituição ou algum membro do Conselho Administrativo, mas sem sucesso, contudo ainda se está a tentar ouvir as suas reações.

Por: Diana Bacurim

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