FUNCIONAMENTO DAS ESCOLAS E HOSPITAIS PÚBLICOS SERÃO PARALIZADOS DENTRO DE 24 HORAS
A partir de amanhã, até ao próximo dia 23 de maio corrente, os setores da saúde e da educação estarão paralisados para mais uma greve convocada pela Frente Social, em reivindicação ao cumprimento do memorando de entendimento assinado com o governo.
A Frente Social, organização que engloba os sindicatos dos setores da saúde e da educação, em conferência de imprensa, hoje, disse que foram obrigados a recorrer por esta via porque o governo não se diligenciou até então em pagar os mais de 16 meses de salário aos técnicos novos ingressos da saúde, a legalizar o processo de nomeação dos diretores das escolas e centro de saúde e ainda na melhoria de condições laborais.
O porta-voz do coletivo, Dencio Florentino Ié, também membro da comissão negocial, informa que tiveram em encontro informal com a diretora da função pública, mas não teve impacto. Ele avisa que desta vez não haverá possibilidade de negociação de novos pontos com o governo.
A Frente social acusa o governo de não ter a seriedade em resolver os assuntos que afetam os setores da educação e saúde.
Dencio Florentino Ié acusa o governo de ser o pior corruptor no país.
Os sindicatos denunciam que estão a posse de informações que dão conta que até esta manhã não foi negociado algum serviço mínimo no Hospital Nacional Simão Mendes e, os hospais e centros de saúde correm o risco de estarem desertos.
MINISTRO DA EDUCAÇÃO ESPERA QUE AULAS NÃO SEJAM PARALIZADAS
O ministro da Educação Nacional disse que neste momento estão a ser amortizados os salários dos professores contratados e espera-se que as aulas não sejam afetadas com a greve da Frente social que começa amanhã.
O ministro falava, hoje, à margem do lançamento do projecto da reabilitação das infraestruturas desportivas em Bissau e no mesmo dia que a Frente Social, organização que engloba os sindicatos dos sectores da saúde e educação, confirmou a realização da greve a partir de amanhã.
Henry Mané disse que o desafio do seu pelouro neste momento é a realização dos exames nacionais e este processo não pode ser interrompido.
O ministro da educação diz que é preciso calmia, porque o processo do ministério das finanças é moroso mas seguro.
A greve que começa amanhã deve decorrer até ao proximo dia 23 de maio, com excessão dos fins de semana. E, entretanto, a Frente social exige, entre outros, o pagamento das dívidas aos contratados da educação, o pagamento das dívidas contraídas com os professores e técnicos de saúde desde 2004 até esta data, desbloqueio de salários, efetivação e reclassificação dos técnicos da área.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará
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