FRENTE SOCIAL EM GREVE, NOS HOSPITAIS OS SERVIÇOS FUNCIONAM AO MEIO-GÁS
A greve da frente social, que engloba sindicatos da saúde e da educação, afeta negativamente o funcionamento dos serviços dos hospitais públicos. No setor educativo as aulas funcionam ao meio-gás em alguns estabelecimentos, enquanto o governo promete dialogar com os sindicatos.
Os acompanhantes dos pacientes no maior centro hospitalar do país, o Hospital Nacional “Simão Mendes”, em Bissau, consideram de “anormal” a greve nos sectores de saúde.
As declarações foram registadas, esta segunda-feira, no decurso de uma deslocação de contato pelo repórter da Rádio Sol Mansi ao maior centro hospitalar do país, a fim se inteirar do impacto do primeiro dia da greve convocada pela Frente Social, organização que engloba os sindicatos da Educação e Saúde.
Aos microfones da Rádio Sol Mansi (RSM), os acompanhantes dos pacientes internados nesse hospital de referência, lamentaram a prestação do serviço mínimo instituído, devido ao fluxo dos pacientes.
“Estou a que no Hospital Nacional São Mendes com o meu paciente desde 9h00 da manhã e até neste preciso momento não fomos atendidos, dizerem que estão em greve por isso vão atender somente os casos mais grave”, lamenta uma paciente.
Um outro homem explicou ainda que levou o seu irmão ao hospital desde as primeiras horas e “a única coisa que fizeram é o Raio X, mas ele ainda está com dores no corpo ninguém.
“Que resolvam esta situação, estou aqui com a minha sobrinha que quebrou as pernas num acidente e anda não foi atendida. Infelizmente, eu não sabia que estavam em greve e agora estamos aflitos com esta situação porque todos correm risco de vida”, lamentaram as pessoas ouvidas pela RSM.
Durante esta reportagem a estação emissora católica, constatou-se mais a presença dos estudantes de medicina em estágio de que o pessoal médico de careira, facto que está a motivar os pacientes a abandoarem este maior centro hospitalar do país…
Sobre a greve de 5 dias, os acompanhantes dos pacientes exigem do governo a abertura para um diálogo o mais rápido possível.
“É urgente que o governo resolva esta situação”, pediu uma mulher.
“Hoje nós pagamos por esta culpa e amanhã quem sabe algum dos seus familiares estarão a precisar da ajuda. Esta situação é lamentável, e que resolvam isso o mais rápido possível”, pediram.
De salientar que já há um mês que a Frente Social entregou ao governo o caderno reivindicativo, onde constava entre outros pontos as exigências de melhorias das condições de trabalho nos hospitais e nos centros de saúde, bem como nas escolas.
GREVE CONDICIONA FUNCIONAMENTO DAS AULAS
Diante da greve convocada pela Frente Social, as aulas estão a funcionar ao meio-gás em dois grandes Liceus Públicos de Bissau.
A RSM deslocou aos três maiores Liceus Públicos da capital Bissau e constatou que realmente as aulas não estavam a funcionar na sua normalidade.
Durante a mesma reportagem, a RSM constatou esta mesma situação no liceu Agostinho Neto, que igualmente foi confirmada pelos próprios alunos.
A mesma situação do funcionamento ao meio-gás foi constatada no Liceu Rui Barcelos da Cunha. Os alunos disseram que além de não terem informação da greve, foram obrigados, ainda esta segunda-feira, a pagar a propina do segundo trimestre.
Uma situação contrária foi confirmada no Liceu Nacional KWAME NKRUMAH, onde as aulas estavam a funcionar normal facto que foi confirmado pela presidente da associação dos alunos, Única Mango, que exige o governo a resolver esta situação antes que seja tarde.
No entanto, os alunos dos liceus Rui Barcelos da Cunha e do Agostinho Neto apelaram o governo para resolver as exigências dos dois sindicatos dos professores, no sentido de permitir o normal funcionamento das aulas.
GOVERNO PROMETE DIALOGAR COM OS SINDICATOS
Interpelado, hoje, à margem da abertura de formação sobre o empoderamento dos jovens, em Bissau, a Ministra da Educação Nacional, Martina Moniz, promete dialogar com o sindicato dos professores, porque “é só com o diálogo é que se pode resolver muitas coisas”.
Martina Moniz diz estar esperançada de que os professores vão continuar a dar aulas, não obstante a greve que já estar correr.
A greve foi iniciada, hoje, com a duração de cinco dias, foi convocada pela Frente Social que abrange os sindicatos das áreas de saúde e educação.
Por: Elisangila Raisa Silva dos santos / Turé da Silva
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