FRENTE POPULAR RESPONSABILIZA COMUNIDADE INTERNACIONAL E AMNISTIA INTERNACIONAL PELOS ATOS DE TORTURA E PRISÃO DE MANIFESTANTES

 
A Frente Popular responsabiliza o organismo internacional sediado na Guiné-Bissau sobre a passividade perante o comportamento do atual regime na Guiné-Bissau.
 
A crítica da organização da sociedade civil que promoveu uma manifestação pública no passado dia sábado e que culminou com a detenção de mais de 9 dezenas de pessoas, foi transmitida, neste domingo, pelo vice-coordenador da Frente, em conferência de imprensa no âmbito daquilo que chama de silêncio da comunidade internacional, perante a detenção dos membros da sua organização.
 
Fernando Mandinga da Fonseca engloba também a Amnistia Internacional nesta acusação.  
 
“Responsabilizar os organismos da comunidade internacional sediados na Guiné-Bissau, nomeadamente, a união Africana, a Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDAO), a Organização das Nações Unidas, a União Europeia, a Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) bem como a Amnistia internacional face aos seus silêncios.
 
Em relação aos detidos na manifestação do sábado em todo o território nacional, a Frente Popular denuncia a tortura de dezenas de pessoas, entre eles, os representantes da mesma organização em Bissau, Gabú e Buba que também foram negados os contactos com os respetivos advogados. 
 
“Entre os cidadãos presos e submetidos a torturas física e psicológica ao mando do regime, encontram-se alguns dos líderes da sociedade civil reunidos na Frente Popular”, denuncia.
 
Fernando Mandiga exige a libertação imediata e incondicional dos detidos feitos “de uma forma ilegal”, por isso exorta os líderes comunitários, religiosos e organizações da sociedade civil e igualmente as forças da defesa e segurança a assumirem as suas responsabilidades na defesa da paz, da ilegalidade constitucional e democrática “como fundamentos para a construção de uma sociedade mais justa e comunitária onde ninguém será perseguido por conta da sua opinião”.
 
Refira-se que durante a manifestação deste sábado as forças policiais detiveram e espancaram dezenas de manifestantes que estavam a exigir o respeito pelo Estado de democrático na Guiné-Bissau.
 
Por: Turé da Silva
Imagem: Arquivo 

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