FRENTE POPULAR CONFIRMA A REALIZAÇÃO DA MANIFESTAÇÃO PROJETADA PARA AMANHÃ
O coordenador da Frente Popular confirma a realização da manifestação projetada para amanhã, sábado, 18 do mês corrente, apesar da interdição da mesma pelo ministério do interior.
Armando Lona não só limitou nesta confirmação, mas também defende que é chegada a hora da Constituição da República deixar de ser pontapeada.
“ Confirmo que vamos realizá-la aqui em Bissau assim como nas diferentes regiões porque é chegada a hora da Constituição da República deixar de ser pontapeada, basta isto de brincadeira com as leis da República como dos seus cidadãos”, afirmou.
Em conferência de imprensa, esta sexta-feira, um dia depois de o Ministério do Interior ter avisado que em termos de segurança não há condições para assegurar as manifestações projetadas para este fim-de-semana em diversas zonas do país, Armando Lona chama atenção aos agentes do Ministério a não deixarem ser arrastados pelos que lá estão de momento só de passagem.
“ Chamo atenção aos agentes do ministério do interior que fizeram as suas carreiras nesta casa a não deixarem ser arrastados pelos que lá estão de momento, só de passagem. Também digo que todos os atos que podem colocar em causa amanhã os direitos a manifestações, serão monitorizados a lupa pela população” acrescentou.
No que concerne à alegação do Ministério do interior sobre o desconhecimento da referida manifestação, Armando Lona trouxe à tona a sua versão.
“ Os que estão a dizer que não têm o conhecimento, questionamos como é que têm essa informação que amanhã haverá as manifestações, portanto, já tínhamos conhecimento destas manobras que fazem, da rejeitar dar entrada a qualquer correspondência quando tiverem a intenção de boicotar qualquer ato do tipo, por isso, reiteramos o nosso firme engajamento em realizar esta manifestação porque estamos fartos de ver os nossos direitos a serem massacrados”, concluiu.
O coordenador da Frente Popular considera ainda infeliz a posição do Ministério do Interior e da Ordem Pública em alegar que em termos de segurança não existem condições para assegurar as marchas públicas projetadas uma vez que ao olho nu realiza-se comícios partidários e demais atividades que aglomeram as pessoas.
Por: Diana Bacurim
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