FEDERAÇÃO DOS MOTORISTAS ACUSA DIREÇÃO-GERAL DA VIAÇÃO DE EMITIR CARTAS DE CONDUÇÃO DESCONTROLADA
A Federação Nacional dos Motoristas da Guiné-Bissau acusa a Direção da Viação de Transportes Terrestres de ser o maior incumpridor das leis do país e de provocar a desordem no setor de transportes.
A acusação dos motoristas feitas, hoje, pelo seu porta-voz, no dia em que a federação dos motoristas começou uma paralização total dos trabalhos em reivindicação à realização da operação conjunta das forças da Ordem Pública.
Caram Samba Lamine Cassama disse, em entrevista à Rádio Sol Mansi, que a paralização iniciada será suspensa só depois de serem canceladas as operações das forças de ordem pública.
“A direção-geral da viação é que colocou-nos em todo o problema, porque são eles que emitem cartas de condução descontroladas e estão a emitir guia provisória sem que o condutor tenha a carta de condução e eles são responsáveis por toda esta bagunça no setor sendo que também transmitiram toda a sua competência à polícia de transito”, disse Caram que acusa as autoridades nacionais de não estarem a trabalhar em coordenação e de estarem a desrespeitar os documentos emitidos pelos diferentes serviços.
Caram Cassama reconhece que a paralização terá impacto negativo na economia nacional e, no entanto, quer que o culpado por esta situação seja punido pela lei.
Caram diz que a federação está disponível para dialogo, não obstante, reconhece que “as conversas do momento não terão muito impacto porque não vamos assinar e nem trazer nada de novo sendo que temos tudo escrito no ultimo memorando”.
Ainda sobre a mesma paralização, o Diretor-Geral da Viação e Transportes Terrestres, André Deuna, acusa os proprietários dos transportes públicos de fugirem ao pagamento de impostos.
“As pessoas não têm o hábito de pagar os documentos ao Estado e nem de pagar o imposto. Mas, como não vamos contribuir para que o Estado tenha o meio para funcionar, pagar o salário aos servidores públicos e para construir as estradas do país”, questiona Deuna.
Deuna alerta ainda aos motoristas que todos nos pagamentos devem ser feitos por via banco e mediante a apresentação do documento comprovante.
Nas ruas do país é visível as pessoas a caminharem quilômetros a pé e as instituições públicas estavam a funcionar a meio gás.
A RSM saiu às ruas de Bissau e ouviu as pessoas que pediram tomadas de medidas para a suspensão da referida paralização.
“Quero que esta situação seja ultrapassada porque a vida as pessoas estão em risco e existem pessoas doentes que estão em casa e não podem chegar ao mercado, ao seu posto de serviço e existem vários doentes que neste momento não conseguem chegar ao hospital”, disse uma mulher que caminhava à caminho do seu trabalho.
Um outro homem que diz estar há horas a caminhar confirma que viu multidão na estrada e algumas pessoas doentes que estavam a tentar chegar ao hospital.
“Esta situação é triste. É lamentável ver pessoas tentando chegar ao hospital, mas estão à mercê da sua própria sorte”, lamenta.
A RSM sabe junto de uma fonte que a operação conjunta terá a duração de 3 dias.
Por: Turé da Silva
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