ESTUDANTES DE “TCHICO TÉ” FECHAM PORTAS DA ESCOLA EXIGINDO COLOCAÇÃO DE PROFESSORES DE VÁRIAS ESPECIALIDADES

Os estudantes da Escola Superior da Educação “Tchico Té” promoveram, hoje, mais uma manifestação pública em frente ao estabelecimento de ensino exigindo a colocação de professores de todas as disciplinas.

Os estudantes estiveram por horas em frente ao edifício principal da escola com tampas de caçarola e cartazes como “queremos professores” e “monografia, exigimos conselho científico, regulamento sério e rigor científico”.

O presidente da Associação Académica da Unidade do Ensino “Tchico Té”, Agostinho Fanda, disse, à Rádio Sol Mansi (RSM), que estão preocupados com a resposta que poderão dar depois da formação, sendo que não têm professores de maioria das cadeiras.

“Estamos a reivindicar porque estamos a servir para servir a sociedade e não podemos estar até no mês de março sem ter professor de todas as disciplinas”, explica.

Os estudantes que igualmente exigiam a demissão do atual diretor decidiram unilateralmente boicotar o processo da monografia evocando possíveis irregularidades internas.

“Criaram a monografia sem um conselho científico, e nós exigimos isso para que possa balizar todos os processos da feitura da monografia, e este ano decidimos pela suspensão temporária até quando forem criadas condições para isso”, avisa.

Os estudantes ameaçam continuar com a paralisação até que as suas reivindicações sejam cumpridas.

“Neste momento paralisamos o funcionamento de todas as especialidades que compõem as dez faculdades, sendo que neste momento só uma especialidade que é a língua Portugal tem os professores completos”, informa.

Em relação a estas reivindicações, o diretor da escola “Tchico Té”, Ibraima Djaló, que falava à RSM, considera de infantil o comportamento dos estudantes.

“Este é um comportamento infantil e é uma falta de ética como estudantes e jovens”, defende.

O diretor afirma que os professores já foram contatados e já estão a receber as suas guias para lecionar.

“Havia falta de professores concretamente nas áreas de física e química, mas agora estamos a entregar documentos para que possam trabalhar. É só uma questão dos alunos voltarem para a sala de aulas”, assegura.

Ibraima Djaló pede calma aos estudantes, porque a escola está a esforçar-se para colmatar as dificuldades existentes.

“Tudo está resolvido. E, na parte da monografia, os alunos devem sentir orgulho em defender a tese depois do curso porque a tese já foi defendida por dois grupos de estudantes”, exorta o diretor que informa que neste momento já foi criado um regulamento que vai permitir que o terceiro grupo trabalhe a sua monografia.

O diretor acusa ainda os estudantes de interromperam as aulas obrigando os colegas a abandonarem à força as aulas.

No entanto, durante a manifestação dos estudantes podemos confirmar a chegada de algumas forças de segurança que ficaram em frente à porta principal mantendo a segurança.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará

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