Entrevista exclusiva: AMÉRICA REAFIRMA RECOMPENSA PARA QUEM ENTREGAR GENERAL ANTÓNIO INDJAI
O governo de Joe Biden confirmou, à Rádio Sol Mansi (RSM), que ainda está em curso o processo, no departamento da justiça americano, contra o antigo chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné Bissau, General António Indjai.
Em Agosto passado, o departamento da justiça dos Estados Unidos anunciou uma recompensa de cinco milhões de dólares por informações que levem á detenção ou á condenação de António Indjai.
Segundo o Departamento, António Indjai liderou uma organização criminosa que participou activamente no tráfico de droga na Guiné-Bissau e na região durante muitos anos, mesmo enquanto chefiava as Forças Armadas guineenses.
Sobre o assunto, em entrevista exclusiva à Rádio Sol Mansi, a partir de Miami Florida, o governo através da sua porta-voz regional, Kristina Rosales, apesar de remeter a competência do caso à justiça, afirma que o processo continua em curso e estão a ser recolhidas mais informações, cuja evolução só pode ser revelada pelo departamento da justiça americana.
“Infelizmente como é um processo que é mantido e feito pelo departamento da justiça, isso é uma pergunta e também um caso que tem que ser referido á eles”, disse Kristina.
Na mesma entrevista à RSM, a porta-voz do governo americano disse que o departamento americano é a entidade que poderia responder a estas questões, mas confirma que é um pedido que foi feito e que está em andamento.
“Estamos ainda a procura de informações , mais para mais informações precisa falar com o departamento da justiça”, explica a porta-voz do governo americano.
Relativamente à situação regional, Kristina Rosales afirma que a África continua a ser uma prioridade do governo de Joe Biden, e dentro disso a relação com a Guiné Bissau está a ser trabalhada, seja nos temas da segurança bem como nos temas mais delicados que tem a ver com a estabilidade das relações entre os dois países e a África em geral.
“Neste governo Biden, nesta administração, a África continua a ser uma prioridade, e dentro disso a nossa relação com a Guine Bissau, e vamos continuar trabalhar nestas relações seja nos temas da segurança de propriedade mutua, de temas também que sejam mais compartilhadas neste momento, que incluem a saúde global, e também temas que são pouquinhos mais delicados que tem a ver com a estabilidade das nossas relações e a estabilidade regional”, garante.
Recorde-se que depois do anúncio dos Estados Unidos da América em recompensar com cinco milhões de dólares informações que levem á detenção ou á condenação de António Indjai, a situação criou debates na Guiné-Bissau em relação a legalidade no procedimento. Dias depois, o presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, anunciou que a Guiné-Bissau nunca entregaria António Indjai ao departamento internacional.
Contactado pela Rádio Sol Mansi, na altura, o próprio António Indjai, que, segundo informações encontra-se em Bissau, tinha prometido uma entrevista exclusiva, mas que não chegou a concretizar-se.
Ao nível diplomático, ainda não existe nenhuma reacção formal da Guiné-Bissau.
Durante anos, o departamento norte-americano de Luta Contra Drogas tinha prendido Bubo Na Tchuto, um militar guineense com alto escalão.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Amade Djuf Djaló / Casimiro Cajucam
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