Ensino guineense: CRIOULO COMO BARREIRA NO SUCESSO ESCOLAR

As crianças guineenses continuam a enfrentar séries dificuldades noutros países do mundo por falta de domínio da língua portuguesa.

A conclusão é do diretor executivo da Cooperativa Escolar São José durante a abertura esta segunda-feira do seminário de formação intensivo destinados aos professores de 15 tabancas das escolas públicas da região de Oio, sector de Bissorã.

Para Raul Daniel da Silva a língua crioula é uma das barreiras para esta situação e justificou. “Crianças têm dificuldades de enfrentar a sociedade dos outros países do mundo porque não têm domínio na língua portuguesa. Quando forem estudar na universidade sobretudo em Portugal e alguns países falantes da língua portuguesa, deparam com enormes dificuldades”, diz adiantando que têm conhecimento que muitos acabam por abandonar o estudo porque não têm condições para continuar com as suas carreiras estudantil.

“ Estamos preocupados e não quer dizer que não queremos a língua crioula mas está a fazer danos na Guiné-Bissau. Imagine tendo uma criança de 12 ano, não sabe expressar no papel muito menos na oralidade é triste” lamentou.

Por outro lado, o responsável avança ainda que quase ao nível de todas as regiões do país, constata-se que os professores carecem das ferramentas pedagógicas para leccionar, por isso há toda necessidade de serem capacitados.

“ A cooperativa escolar São José não tem condições de construir as escolas em todas as regiões, mas descobrimos através das pesquisas, que as tabancas têm faltas das escolas como também dos professores, mas alguns jovens que sem condições de concluir os estudos, voltam para as tabancas e voluntariamente leccionam nas escolas com crianças inseridas nessas comunidades e ao chegarmos nessas localidades, constatamos que esses jovens não têm ferramentas suficientes para leccionar”, explicou.

Por: Diana Bacurim    

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