Economia: ANALISTA CONSIDERA SITUAÇÃO ECONOMICA GUINEENSE MUITO DEBILITADA

O analista econômico da Rádio Sol Mansi, José Nico Djú, considera que o sistema financeiro guineense está muito debilitado.

O economista falava esta terça-feira em Bissau numa referência ao recente relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) que alertou aos países da União Económica e Monetária do Oeste de África (UEMOA) para a vulnerabilidade do sistema bancário a incumprimentos soberanos, apontando a Guiné-Bissau como aquele com a dívida mais arriscada.

Considerando que a Guiné-Bissau em termos de estruturas de sistemas bancários e financeiros dos países da UEMOA, é um dos países com menor número de instituições bancárias,  Nico Djú afirma que os números menores dos bancos que operam no país limitam a capacidade financeira para os investidores assim como, fazer a cobertura do sistema estrutural guineense.

“Se vejamos dentro do ambiente da panorama econômica guineense tanto a nível de micro assim como da macro é possível perceber que o sistema financeiro guineense está delbilitado”, afirmou o analista numa entrevista concedida a emissora católica guineense “Sol Mansi”.

A dívida da Guiné-Bissau, de acordo com a mais recente análise do FMI, feita na semana passada, está nos 80,2% do Produto Interno Bruto (PIB), acima da média da África subsaariana, de cerca de 60%. O relatório indica ainda que como o país não tem uma análise de risco atribuída pelas agências de notação financeira, dificilmente consegue emitir dívida nos mercados financeiros, dependendo de ajuda externa e financiamento bilateral.

Para o Economista e Professor Universitário, José Nico Djú, o indicador mostra que a Guiné-Bissau está numa situação muito debilitada dependendo totalmente do mercado externo.

“É claro que este um indicador que aponta que a Guiné-Bissau está numa situação muito debilitado dependendo totalmente do mercado externo a nível de ligações parcerias bilaterais em termos de financiamentos de défice”, disse Nico Djú, considerando que a nível do Orçamento Geral do Estado (OGE) o país sempre apresentou a situação deficitária.

Apesar dos elevados níveis de dívida face ao PIB, a Guiné-Bissau pode vir a reduzir significativamente os montantes através de acordos assinados com as autoridades russas, noticiados em março.

De acordo com a agência russa de notícias, a TASS, citada pela agência lusa, a Guiné-Bissau vai poder abater quase 26,7 milhões de dólares, cerca de 24,5 milhões de euros, em dívida à Rússia se fizer investimentos em áreas que melhorem o acesso a recursos vitais, fortaleçam o sistema de saúde e educação, e garantam o fornecimento de bens socialmente importantes.

O mecanismo estipula que, a 31 de janeiro de cada ano, o Ministério das Finanças da Guiné-Bissau informe as autoridades russas sobre o montante dos investimentos feitos, e só então estes serão abatidos à dívida.

Por: Ussumane Mané

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