DOENTES DE TUBERCULOSE CONTINUAM A CORRER RISCO DE VIDA
O Governo assume, a partir de agora, as despesas do funcionamento do Hospital Raoul Follereau, especializado em tratamento de tuberculose. Informações são do Ministério das Finanças. O Hospital mandou para casa mais de 100 doentes ainda em tratamento.
O hospital está a enfrentar series de problemas e os doentes foram mandados para a casa, porque o hospital não tem condições para arcar com as suas alimentações e o internamento.
O facto está a ser fortemente criticado e já mereceu a reacção dos deputados da nação.
Ouvido pela Rádio Sol Mansi (RSM), nesta sexta-feira, sobre as consequências de mandar um doente de tuberculose para a casa, o médico infecciologista, Faustino Gomes Correia, alerta que, nestas condições, os doentes não só correm o risco de vida, mas também de contaminação em massa.
No entanto, Faustino Gomes Correia disse que um doente poderá desenvolver um outro tipo de tuberculose que carece de intervenções médicas mais sérias.
O médico disse que tuberculose é uma doença que poderá ser transmitida através de tosse e principalmente numa convivência social.
Aqui na Guiné-Bissau tendo em conta as condições actuais dos agregados familiares, o médico disse que existem grandes riscos das pessoas com tuberculose continuarem a espalhar esta doença.
Entretanto, ontem (25), em entrevista à RSM, o Director de Hospital Raul Follereau reconhece que existe grande risco de contaminação e é um risco à saúde pública, e, portanto, voltou a confirmar que os pacientes ainda continuam em casa, porque o hospital não tem condições de dar as refeições.
Abdel Midana Tigna justificou a decisão como forma de encontrar meios para resolver a situação, adiantando que o centro é cem por cento gratuito.
Sobre a informação de um jovem encontrado morto no centro da cidade supostamente com a doença tuberculose, Tigna confirmou que o malogrado era paciente do hospital, mas em ambulatório.
O Director de Hospital Raul Follereau disse a RSM que até no início do mês de Julho a hospital vai retomar o internamento dos pacientes.
Também, desde quarta-feira, circulam imagens de uma mulher a comer na rua e que estaria a receber o tratamento em Raoul Follereau.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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