Atualizado: Diplomacia: PARTIDOS NA OPOSIÇÃO MOÇAMBICANA CONTESTAM VISITA DO PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU

Sob forte contestação de partidos de oposição, o Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, recebe nesta quinta-feira, 20/06, a Chave da Cidade de Maputo e, mais tarde, estará presente na Assembleia da República Moçambicana.

Na sua chegada a Moçambique ontem, Umaro Sissoco Embaló destacou que a Guiné-Bissau e Moçambique querem dar um novo impulso a um legado histórico de amizade. Os chefes de Estado dos dois países assinaram instrumentos de cooperação e discutiram diversos temas, desde o combate à Covid-19 até o funcionamento dos órgãos Executivo, Legislativo e Judicial, conforme informado pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

Embaló expressou "ao Presidente Nyusi, em nome do povo da Guiné-Bissau, toda a solidariedade com o povo irmão de Moçambique na sua luta contra o terrorismo".

Entretanto, a visita do chefe de Estado guineense está sendo fortemente contestada pela oposição. Os partidos de oposição já anunciaram que boicotarão a cerimónia de entrega da Chave da Cidade de Maputo ao Presidente guineense, bem como a sua presença na Assembleia Moçambicana, em forma de protesto.

O Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, repudiou a visita de Embaló em uma conferência de imprensa realizada na quarta-feira, 19/06. Simango classificou o Presidente da Guiné-Bissau como um antidemocrata que desrespeita a vontade popular em seu país, acusando-o de dissolver o Parlamento guineense sem observar a Constituição.

Ele destacou a contradição de Embaló ser recebido na casa do povo moçambicano, apesar de suas ações antidemocráticas.

“Na república da Guiné-Bissau não está a funcionar o poder legislativo porque o parlamento foi dissolvido e, sabemos também que o presidente Umaro Sissoco Embaló vai visitar a assembleia da república de moçambique amanhã (20) e nós os deputados do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) em solidário com a democracia da Guiné-Bissau com os nossos companheiros que não estão a exercerem as suas responsabilidades decidimos para o bem da democracia multipartidária de não participar na recessão da sua ida à assembleia da república”, afirmou

Além disso, Simango afirmou que Umaro Sissoco Embaló não merece receber a Chave da Cidade de Maputo devido à sua postura autoritária, aconselhando o chefe de Estado guineense a recusar a honraria. Simango foi ainda mais longe, dizendo que Moçambique não precisa do mau exemplo de Sissoco Embaló.

“Não é um bom exemplo a seguir, são esses maus exemplos que o Moçambique não deve aceitar, portanto, a nossa recusa de recebê-lo é para dizer a todo mundo que o Moçambique não pode aceitar os maus exemplos”, rematou o líder da terceira força política moçambicana numa voz de repúdio sobre a recessão de Sissoco Embalo no parlamento Moçambicano.

A contestação à visita de Embaló não se limita ao MDM, a terceira maior força política na oposição em Moçambique. O maior partido de oposição de Moçambique, a Renamo, também anunciou que boicotará a cerimónia de entrega da Chave da Cidade ao Presidente da Guiné-Bissau.

Por: Ussumane Mané

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