DESPACHANTES COM DISPARIDADE NAS IMPOSIÇÕES ADUANEIRAS, PODEM SER CONDUZIDOS AO MINISTÉRIO PÚBLICO
O diretor-geral das Alfandêgas anunciou hoje que o processo dos despachantes que alegadamente cometem fraude no pagamento das imposições aduaneiras, pode ser conduzido ao ministério público, se houver responsabilidades criminais.
Doménico Sanca que falava a imprensa depois do lançamento do sistema sydónia world, diz que os despachantes em causa, não têm acesso aos respetivos serviços desde a data da descoberta desta disparidade.
“ A partir do momento da descorberta, os visados não têm acesso aos seus serviços enquanto a situação não for esclarecida. As autoridades judiciais já estão a verificar o caso e estamos a agurdar pelo desfecho, se houver a responsabilidade criminal, será encaminhado ao ministério público”, afirma o diretor.
Sanca apontou que o montante em causa, ronda 800 milhões de francos cfa, e dos nove despachantes envolvidos, dois deles se encontram com 95% do problema
“ (..) Estamos a falar de um valor de mais ou menos 800 milhões de francos cfa, portanto, se os problemas forem identificados, então serão resolvidos”, concluiu.
De referir que no passado mês de dezembro, a direção-geral das alfandêgas constatou disparidade dos valores na base de dados de lista das declarações aduaneiras liquidadas para o efeito de pagamento das imposições aduaneiras devidas.
Segundo um documento com carimbo da DGA e datado de 29 de dezembro, os despachantes implicados forneceram documentos que, ao ser confrontado com os de tesouro, foram considerados falsos.
Por: Nautaran Marcos Có
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