“DECISÃO DA CEDEAO FERE GROSSEIRAMENTE COMPETÊNCIA DO STJ” – Politólogo
O comentador permanente dos assuntos políticos da Rádio Sol Mansi (RSM) considerou, esta sexta-feira, que a posição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) em reconhecer Umaro Sissoco Embalo como vencedor da segunda volta das eleições presidenciais, sem aguardar o pronunciamento do Supremo Tribunal da Justiça (STJ), fere “grosseiramente” a competência das instituições nacional em especial do Tribunal Supremo.
Em análise, esta manha (24), à RSM, o politólogo guineenses Rui Jorge Semedo, disse que, apesar da atitude da organização sub-regional que visa ajudar, mas devia ser um pouco mais racional respeitando instituição com a competência de dirimir o conflito na Guiné-Bissau.
“Isso abre grandes precedentes para que nos próximos tempos, para quem sabe como os actores políticos funcionam, para nos próximos tempos os actores políticos continuem a despeitar as instituições nacionais. Daqui a gravidade desta atitude da CEDEAO”.
Segundo ele, a atitude da CEDEAO acaba por fragilizar e subestimar o papel que o STJ te dentro da competência do Estado da Guiné-Bissau.
Posição da CEDEAO em reconhecer, Umaro Sissoco Embalo, como Presidente da República e que no entanto recomenda a formação de um novo governo na base dos resultados das legislativas de março do ano passado, o mais tardado ate 22 de maio, é aplaudida pela União Europeia e outros parceiros internacional.
Para o politólogo Rui Jorge Semedo, a saudação desta decisão demostra o desgaste dos parceiros internacional em relação ao constante conflitos políticos da Guiné-Bissau.
“Todos devemos reconhecer que a Guiné-Bissau é um país altamente dependente da comunidade internacional e ela «comunidade internacional» está muito cansada dos problemas que a Guiné-Bissau produz frequentemente. E, uma leitura mais óbvia, a comunidade internacional não importa das instituições da República da Guiné-Bissau mas que seja arranjado um meio-termo para a saída da crise”
Em relação à posição do ex-candidato Domingos Simões Pereira, que ontem (23), disse que “é da profunda tristeza ver uma organização como a CEDEAO abandonar o princípio da tolerância zero perante golpe de Estado”, o politólogo disse que é uma reacção politica mas não terá “nenhum impacto” ao nível internacional
“É uma reacção Política de descontentamento, de desagrado e de decepção com a CEDEAO, mas como já tinha dito toda a comunidade internacional que acompanha a situação política e económica da Guiné-Bissau está com a posição da CEDEAO”.
A organização sub-regional, através de uma nota enviada com a data de 22 do mês corrente, reconheceu Umaro Sissoco Embalo como vencedor da segunda volta das presidencial e recomenda que seja criada um novo governo respeitando os resultados das legislativas de março de 2019.
A decisão acontece numa altura em que o Supremo Tribunal da Justiça promete para o final do estado de emergência que o país esta a viver devido a pandemia da Covid-19, pronunciar sobre o contencioso eleitoral interposto pelo Domingos Simões Pereira.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá
- Created on .