Crise Política: COLIDE-GB ALERTA QUE GUINÉ-BISSAU VIVE SOB UM "REGIME TOTALITÁRIO" E EXIGE SAÍDA DE UMARO SISSOCO EMBALÓ DA PRESIDÊNCIA EM SETEMBRO

O Partido da Convergência Nacional para a Liberdade e o Desenvolvimento (COLIDE-GB) manifestou-se, esta sexta-feira (08 de agosto), contra a recente nomeação de um novo Primeiro-Ministro pelo Presidente Umaro Sissoco Embaló, denunciando o ato como inconstitucional e sem legitimidade democrática.

Segundo o partido, a Guiné-Bissau entrou desde 28 de fevereiro de 2025 numa grave crise institucional, marcada pela caducidade do mandato presidencial de Embaló, sem que tenham sido realizadas eleições presidenciais e legislativas válidas.

"O cidadão Umaro Sissoco Embaló usurpa o cargo de Presidente da República", acusa o COLIDE-GB em comunicado, sublinhando que todos os decretos presidenciais emitidos após o fim do mandato são nulos.

GUINÉ-BISSAU EM "TRANSIÇÃO POLÍTICA"

De acordo com o partido, o país vive uma situação de "transição política forçada", sem instituições legítimas em funcionamento, incluindo a Assembleia Nacional Popular, o Supremo Tribunal de Justiça, e a Comissão Nacional de Eleições (CNE). "A Guiné-Bissau transformou-se num Não-Estado, sob um regime despótico, totalitário e autocrático", lê-se no documento.

O COLIDE-GB denuncia ainda a deterioração dos indicadores sociais, económicos e democráticos, responsabilizando o atual regime por promover o "enriquecimento ilícito, tráfico de droga e manipulação de consciências", colocando em risco a coesão nacional.

CRÍTICAS À NOMEAÇÃO DE NOVO GOVERNO

A nomeação de um novo "governo", num momento em que foi marcada a realização de eleições simultâneas para o dia 23 de novembro de 2025, é considerada pelo partido como parte de uma "manobra" para adiar ou cancelar novamente o processo eleitoral, como teria ocorrido em 2024.

"É legítimo questionar se o ex-Presidente respeitará o fim do seu alegado mandato em setembro", questiona o partido, referindo-se à interpretação de que o mandato presidencial terminaria apenas em 4 de setembro, e não em fevereiro, como sustenta o COLIDE-GB.

PROPOSTA DE DIÁLOGO INCLUSIVO NACIONAL

Como saída para a crise, o COLIDE-GB propõe, de forma reiterada, a realização de um Diálogo Inclusivo Nacional (DINAC), envolvendo todas as forças políticas e sociais, como única via para o restabelecimento da legalidade constitucional e da estabilidade no país.

"O COLIDE-GB expressa toda a sua disponibilidade para participar ativamente neste processo", afirma o comunicado, apelando também às figuras nomeadas no novo governo que "coloquem os seus esforços na promoção do diálogo e não na consolidação de um poder ilegítimo".

CHAMADO À SOCIEDADE GUINEENSE

Por fim, o partido apela à mobilização da sociedade civil, partidos políticos e forças vivas da nação para defender o Estado de Direito e recusar "a usurpação e o abuso de poder". “O povo guineense clama pela estabilidade, desenvolvimento e respeito pelos seus direitos fundamentais”, conclui o comunicado.

 

 

Por: Ussumane Mané

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