“CRIANÇAS GUINEENSES, SOBRETUDO NAS ZONAS RURAIS, CONTINUAM A SER VÍTIMAS DE MAIS VARIADAS FORMAS DE VIOLÊNCIA”, diz diretor da SOS Guiné-Bissau
O Diretor Nacional das Aldeias de Crianças SOS da Guiné-Bissau disse que as crianças guineenses, sobretudo das zonas rurais, continuam a ser vítimas de diversos tipos de violência, que as impede de atingir os seus plenos potenciais.
Elber Eugénio Nosolini falava hoje em Bissau, durante o ato oficial de comemoração dos 30 anos das Aldeias de Crianças SOS da Guiné-Bissau.
O Diretor Nacional das Aldeias de Crianças SOS da Guiné-Bissau alerta que as crianças órfãs, também são privadas dos seus direitos que constam na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nas Leis da República.
“A Guiné-Bissau ratificou a convenção dos Diretos da Criança e a carta Africana dos Diretos e bem-estar das Crianças, mas infelizmente as crianças Guineenses, sobretudo nas zonas rurais, continuam a ser vítimas de mais variadas formas de violência que as impedem de atingir os seus plenos potências. As crianças órfãs vulneráveis em particular são privadas de gozo de vários direitos, e entre os quais destaca-se o direito a saúde, o direito a educação, o direto a participação, e o direito a viver num ambiente familiar saudável”, disse o Diretor Nacional das Aldeias de Crianças SOS Guiné-Bissau, Elber Eugénio Carlos Nosolini
Sobre os 30 anos de existência do SOS, o seu diretor nacional disse que tanto o governo, assim como os parceiros devem aumentar os investimentos no fortalecimento familiar e social, para que nenhuma criança enfrente uma separação junto da sua família.
“A refletirmos sobre os 30 anos e olharmos para o futuro, é evidente que é imperativo que reforçamos a colaboração com os parceiros para que expandamos o nosso movimento para que garantir que famílias em risco de rotura recebam o apoio necessário para permanecerem juntas”, disse o diretor da SOS Guiné-Bissau.
Já a ministra da Família e Solidariedade Social, Maria Inácia Sanha, promete que o governo vai continuar a promover os Direitos das Crianças na Guiné-Bissau.
“O governo, através do ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social, tem vindo e continuará a defender e promover o direito das crianças em estrita colaboração com os demais parceiros e a organização da sociedade civil com este propósito humanista”, afirma.
As Aldeias de Criança SOS da Guiné-Bissau foram criadas em 1994 e a sua missão é de garantir que nenhuma criança cresça sozinha.
A partir de 2010, a Aldeia SOS não só acolhe crianças, mas também está a trabalhar na prevenção e apoio às famílias, para que cresçam juntos com os seus filhos e igualmente façam um trabalho coordenado de advocacia ao nível nacional.
Texto & Imagem: Turé da Silva
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