Corrupção ganha contorno em Bafatá: PODER TRADICIONAL EXIGE DEVOLUÇÃO DOS 100 MILHÕES DE FRANCOS CFA

Os Régulos da Guiné-Bissau querem a intervenção dos tribunais para a devolução urgente dos 100 milhões de francos cfa retirados da conta dos centros de saúde da região de Bafatá, pelo antigo ministro da saúde pública.

A posição dos régulos foi anunciada, hoje (29 de Abril de 2021), em conferência de imprensa, onde os representantes do poder tradicional dizem estar preocupados com a actual situação social numa altura em que os centros de saúde guineenses enfrentam severas dificuldades do funcionamento.

O presidente da Associação dos régulos da Guiné-Bissau, Mama Nene Baldé, pede a resolução da situação, e, para controlar o nível da corrupção, pede a construção de uma prisão de alta segurança.

O responsável do poder tradicional na Guiné-Bissau quer a punição dos envolvidos neste acto e consequente que os seus bens sejam penhorados e revertidos pelo bem da comunidade.

Entretanto, os técnicos de diferentes centros sanitários de Bafatá promoveram, esta manhã, uma vigília para pressionar a devolução integral dos 100 milhões retirados das suas contas pelo antigo ministro da saúde.

Os técnicos continuam agrupados dentro do estabelecimento de saúde vestindo batas do hospital e com cartazes nas mãos. Neste momento sabe-se que as forças de segurança estão no local mantendo segurança aos técnicos em protesto.

Ouvido pela RSM, a porta-voz das áreas sanitárias, Maria Arlete Pires, confirma que a manifestação foi convocada porque não foram cumpridos os pontos acordados na última reunião com o antigo ministro de saúde, António Deuna.

Os técnicos de saúde advertem que não vão voltar atras das suas decisões, e caso for feito até no próximo dia 04 prometem boicotar todos os trabalhos.

A polémica a volta da retirada dos 100 milhões de francos cfa nas contas dos centros sanitários de Bafatá envolve oi antigo ministro da saúde, António Deuna, que admite que não foram cumpridos mecanismos legais para o levantamento do dinheiro em causa.

Antes de ser demitido das suas funções, promete devolver o dinheiro, mas, sem, no entanto, especificar o período concreto. Naquela altura, o presidente da Comissão Especializada para a área de Saúde prometeu pressionar o governo para devolver os 100 milhões de francos cfa tendo em conta as necessidades dos centros de saúde.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Iaia Quadé

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