CONSELHO NACIONAL DE COMBATE ÀS DROGAS ALERTA PARA A PROLIFERAÇÃO DE NOVAS DROGAS SINTÉTICAS CONSUMIDAS PRINCIPALMENTE ENTRE OS JOVENS

O Coordenador do Conselho Nacional de Combate às Drogas na Guiné-Bissau, Francisco Sanhá, disse que a sua organização está muito preocupada com a proliferação de novas drogas sintéticas, consideradas altamente perigosas para a vida humana.

As preocupações foram reveladas em entrevista à Rádio Sol Mansi, ao abordar o aumento do consumo de diferentes tipos de drogas, inclusive sintéticas, na Guiné-Bissau, que, segundo médicos, tem provocado transtornos mentais e mortes, principalmente entre os jovens.

Francisco Sanhá afirmou que a situação está a tomar proporções preocupantes, alertando ainda que, por vezes, estas drogas são consumidas sem o consentimento da vítima.

“Há muita preocupação e há pouco referi a questão do ‘Kús’, que é uma nova droga que apareceu na Guiné-Bissau. (…) São novas drogas muito perigosas e vimos cenários em que pessoas, nos bares e nas discotecas, colocam a substância na bebida de forma escondida. Depois apareceram vários casos em que as pessoas estavam abatidas e outras aproveitam a oportunidade para cometer abuso sexual. As reações da droga são muito fortes quando chegam ao nosso organismo”, advertiu.

O Coordenador do Conselho Nacional de Combate às Drogas na Guiné-Bissau reconheceu que o país carece de dados estatísticos, mas indicou que alguns estudos revelam que a prevalência do consumo está concentrada entre os jovens.

“Existem dados que demonstram maior prevalência entre os jovens”, revelou.

Em relação aos centros de reabilitação e às estratégias de reintegração, Francisco Sanhá destacou a necessidade da criação de estruturas eficazes para esse efeito.

“É lamentável. É muito triste, porque, pela nossa experiência e pelo que vimos a nível nacional, penso que é do vosso conhecimento que existem algumas estruturas e alguns centros de reabilitação, mas que infelizmente não têm condições. É necessário criar estruturas que possam ajudar neste sentido, porque um toxicodependente é um doente como qualquer outro.”

O Coordenador do Conselho Nacional de Combate às Drogas na Guiné-Bissau afirmou que o país carece de recursos adequados para fazer face ao combate às drogas.

Segundo ele, as fragilidades estão relacionadas com a falta de meios e recursos, acrescentando que é preocupante ver uma instituição que, por excelência, é responsável pelo combate a este fenómeno não ter condições para enfrentar os criminosos.

“Então, tendo meios escassos perante criminosos com meios extremamente sofisticados, torna-se um pouco difícil travar este fenómeno”, lamentou o responsável, reafirmando que as fragilidades estão diretamente ligadas aos poucos recursos existentes e inadequados para o combate ao fenómeno das drogas.

As consequências das drogas são vastas e trazem diversos impactos negativos para a saúde, a família e a sociedade, como a dependência física e psicológica, transtornos mentais, além de danos em órgãos vitais como cérebro, coração, fígado e pulmões. Em casos mais graves, pode levar à overdose e à morte.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará

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