CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU PEDE JOSÉ MÁRIO VAZ PARA NOMEAR PRIMEIRO-MINISTRO COM BASE NO ACORDO DE CONACRI

Os 15 países-membros do conselho de segurança das Nações Unidas convidaram o presidente guineense José Mário Vaz a nomear um primeiro-ministro cuja selecção esteja de acordo com os pontos previstos no Acordo de Conacri

A decisão dos membros do conselho de segurança foi emitida num comunicado, depois da reunião do conselho que decorreu na tarde da quinta-feira (11/05), em Nova Iorque, para debater a questão guineense onde, igualmente o órgão reafirma a “importância vital do Acordo como uma base para a resolução da crise política”.

No mesmo comunicado que a Rádio Sol Mansi (RSM) tem acesso através da página do facebook do serviço de informação das Nações Unidas, a organização expressa “profunda preocupação” com a actual situação política no país.

Segundo o órgão da ONU, a prolongada crise política e institucional é resultado da falta de acordo entre os atores políticos para tomar uma solução de consenso que ponha fim ao impasse.

No comunicado, o Conselho também pediu às partes interessadas na Guiné-Bissau que “abstenham-se de acções que possam escalar as tensões e incitar à violência”.

Segundo o mesmo comunicado, os 15 integrantes elogiaram os esforços da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e saudou ainda sua missão de alto nível que esteve em Bissau de 23 a 24 de Abril, para a avaliação das condições da implementação do Acordo de Conacri, onde foi dado o prazo de 30 dias para as partes envolvidas cumprirem o acordo de Conacri.

Entretanto, o grupo diz estar preocupado com a situação dos civis na Guiné-Bissau “que estão a sofrer com os efeitos negativos da crise” e “todos os políticos devem colocar os interesses da população acima de suas ambições políticas”.

Os líderes guineenses incluindo o Presidente da República, José Mário Vaz, o presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassama, e os líderes dos partidos políticos foram pedidos a exercerem seus compromissos de levar estabilidade política nacional.

“Todos devem promover um diálogo genuíno incluindo uma revisão constitucional que possam levar a uma rápida solução da crise e igualmente”, aconselha o órgão que adianta, no entanto, que a implementação do Acordo pode ser o caminho para restaurar a confiança dos parceiros levando a comunidade internacional a cumprir as promessas feitas na Conferência de Bruxelas (em Março de 2015).

Por fim, o Conselho de Segurança da ONU elogia as forças de segurança guineense “por não interferirem no processo político”, e pediu a continuidade da postura militar.

Os 15 países-membros manifestaram “profunda preocupação” com o crime organizado e outras grandes ameaças como o tráfico de droga, o violento extremismo que pode levar ao terrorismo.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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