Comunicação Social: JORNALISTAS GUINEENSES RECEBEM FORMAÇÃO EM JORNALISMO ECONÓMICO PARA MELHORAR A COBERTURA DE TEMAS FINANCEIROS NA GUINÉ-BISSAU

Pelo menos 35 jornalistas de órgãos de comunicação social privados e comunitários da Guiné-Bissau iniciaram, esta terça-feira (25/02), uma formação em jornalismo económico, com o objetivo de fortalecer a qualidade da cobertura sobre temas financeiros e econômicos no país.
A iniciativa, intitulada "Do Pensamento à Ação: Jornalismo Económico para a Transformação Social", é financiada exclusivamente pela Embaixada dos Estados Unidos da América.
Durante a abertura do evento em Bissau, o secretário executivo do Fórum dos Órgãos da Comunicação Social Privado, Casimiro Jorge Cajucam, destacou a importância de um jornalismo econômico forte e bem fundamentado.
Segundo ele, essa vertente do jornalismo pode influenciar positivamente o debate público, estimular investimentos e ajudar os cidadãos a compreenderem melhor o impacto das políticas econômicas nas suas vidas.
Cajucam, que também é diretor-geral da Rádio Sol Mansi, reconheceu as lacunas existentes na forma como os assuntos econômicos são abordados na comunicação social guineense.
"Muitos temas fundamentais, como políticas fiscais, inflação, investimentos e mercados financeiros, são frequentemente apresentados de maneira superficial ou pouco acessível ao público", afirmou. Ele ressaltou que a formação visa elevar a competência dos jornalistas na cobertura desses temas, tornando a informação mais clara, precisa e útil.
Representando o Ministério da Comunicação Social, Nerico Mendes enfatizou a importância de os jornalistas possuírem conhecimentos básicos em diversas áreas científicas. 
"O jornalismo é uma ciência transversal, pois interage com diversas disciplinas. Dessa forma, é essencial que os profissionais adquiram formação especializada para desempenharem melhor sua missão de informar e formar a sociedade", declarou.
A presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social (SINJOTECS), Indira Correia Baldé, incentivou os participantes a aproveitarem ao máximo a capacitação.
"Temos muito a aprender nestes três dias. Vamos debater com seriedade e clareza, para sairmos daqui mais preparados para exercer nosso trabalho. Somos agentes de mudança e precisamos estar capacitados para proporcionar essa transformação à nossa população", ressaltou.
A coordenadora de Assuntos Diplomáticos do Gabinete de Ligação dos EUA na Guiné-Bissau, Luana Pereira, expressou satisfação com a realização da formação, sublinhando o compromisso dos EUA com a liberdade de imprensa como fator essencial para o desenvolvimento de qualquer país e democracia. Ela manifestou esperança de que o treinamento traga impactos positivos a curto e longo prazo.
A formação abrangerá diversos temas essenciais, como o papel do Estado na condução das questões econômicas, performance econômica dos países da UEMOA, critérios para definição do rating dos países, histórico do rating da Guiné-Bissau, instrumentos de intervenção econômica, impacto das políticas macroeconômicas, dívida soberana, gestão da dívida pública, balança de pagamentos, pressão fiscal, crescimento econômico, PIB e inflação.
Por: Belizário Cali
 

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