Clima: GUINÉ-BISSAU PREPARA A PARTICIPAÇÃO NO COP 29, A SER REALIZADA EM BAKU

As autoridades nacionais apresentaram, hoje, a posição do país para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 29) a decorrer nos próximos dias 11 a 22 deste mês, em Baku, Azerbaijão.

A posição segundo o ministro do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática, Viriato Cassamá, reflete o compromisso do país na adaptação e resiliência, nas perdas e danos, no financiamento climático e numa transição energética justa.

“A posição que apresentamos hoje, reflete o nosso compromisso na adaptação e resiliência, nas perdas e danos, no financiamento climático e numa transição energética justa”, assegurou o governante na abertura da apresentação da Posição Nacional para COP 29.

De acordo ainda com o governante, “a COP 29, será com certeza uma oportunidade para reafirmarmos o nosso compromisso com o acordo de Paris sobre o novo regime climático e apelamos por uma maior ambição e solidariedade internacional. Acreditamos que só com uma ação coletiva firme será possível assegurar um futuro sustentável para as próximas gerações”.

No entanto, ao presidir abertura dos trabalhos de Apresentação da Posição Nacional para a COP 29, que reuniu em Bissau, os técnicos ambientais, activistas e parceiros internacionais, o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, assegurou que mesmo com a “irrelevância” do país na emissão de gases com estufas, vai continuar empenhado na proteção do ecossistema.

“A Guiné-Bissau é um país irrelevante na emissão de gases com efeito de estufa mas, continuamos fortemente empenhados na proteção de ecossistema tão importante como por exemplo os mangais. A COP 29 certamente vai reconhecer essa nossa contribuição no esforço global contra as alterações climáticas. Apelamos à comunidade internacional a agir com urgência e com uma ambição”, conclui o chefe de Estado.

“A Guiné-Bissau como nação vulnerável e em desenvolvimento encara esta cimeira [29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas] com grande expectativa e responsabilidade, temos consciência de que as decisões a serem tomadas em Baku, não definirão apenas o futuro do nosso planeta mas, também o destino das nossas comunidades mais afectadas por fenómenos climáticos extremos, como a subida do nível do mar, as secas e a erosão costeira”.  

A Guiné-Bissau tem sofrido algumas consequências extremas das alterações climáticas como: a subida do nível da água do mar, que nos últimos anos tem afetado negativamente as vidas dos habitantes das zonas costeiras, um exemplo concreto em Djobel. A erosão costeira está também a ganhar proporção preocupante nas zonas de Varela, e, seca na província leste e uma parte da Região do Oio do país, pondo em causa a colheita de caju, o maior produto agrícola de exportação.

 

Por: Braima Sigá

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