CIPRIANO CASSAMÁ INVESTIDO AO CARGO DO PR INTERINO
O preside do parlamento, Cipriano Cassamá, foi investido, esta noite, ao cargo do Presidente da República (PR) interino. A investidura foi horas depois de Umaro Sissoco Embalo declarado vencedor das eleições presidenciais segundo a CNE, ter demitido o governo liderado por Aristides Gomes e de seguida nomear Nuno Gomes Nabiam ao mesmo cargo
A cerimónia de posse, segundo os deputados, é porque José Mário Vaz, presidente cessante, abdicou das suas funções como o presidente da república dando lugar a Umaro Sissoco Embalo. A cerimónia contou com a presença dos membros do governo de Aristides Gomes e incluindo dos deputados da nação da APU PDGB.
Na mesma sessão a comissão de ética levantado um processo disciplinar contra Nuno Nabiam por ter convocado a sessão e investir Sissoco Embaló e por isso a sua função de primeiro vice-presidente do parlamento agora será ocupada por Armando Mango e esta decisão é apoiada pelos deputados da APU PDGB, partido liderado por Nuno Gomes Nabiam.
Cipriano Cassamá disse que existe problema de vacatura dentro do quadro constitucional.
A comissão de ética reafirma o posicionamento que depois foi apoiado pelos deputados presentes. Foi levantado um processo disciplinar contra Nuno Nabiam.
Armando Mango, novo primeiro vice-presidente do parlamento, disse agora que retoma a sua missão no parlamento vai trabalhar pela legalidade constitucional e por isso o governo de Aristides Gomes vai continuar no poder.
Esta tarde, Umaro Sissoco Embalo, declarado vencedor das eleições presidenciais segundo a CNE, demitiu o governo liderado por Aristides Gomes e de seguida nomeou Nuno Gomes Nabiam ao mesmo cargo.
Embaló justificou no seu decreto a “crise artificial” pós-eleitoral quem segundo o documento, foi criada pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o seu candidato às eleições presidenciais.
Agora, o país conta com dois presidentes da República. Cipriano Cassamá investido pelo Parlamento e que substitui José Mário Vaz que se alega ter abdicado das suas funções e Sissoco Embalo considerado vencedor das eleições segundo os resultados eleitorais da CNE.
A situação agravou-se, no momento em que se espera a decisão final do STJ sobre o contencioso eleitoral.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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