CENTRO DE SAÚDE DE EMPADA SEM MÉDICOS HÁ MAIS DE 5 ANOS
A enfermeira chefe do centro de saúde do sector de Empada, região de Quinará, sul da Guiné-Bissau, queixa de falta de médico e material laboral. A situação complica-se ainda mais tendo em conta a densidade populacional daquele sector, que se estima em mais de 16 mil habitantes.
Segundo a enfermeira Nhalin Indjai, que falava à Rádio Sol Mansi, a constante evacuação dos doentes para o sector para Buba que é a sede regional de Quinara é devido ao condicionalismo do trabalho.
“Estou aqui há mais de 5 anos e sempre deparamos com esta situação de falta dos técnicos e também estamos com falta da ambulância. Mas fazemos o possível, porque a natalidade não passa dos 4 diários”, explica.
O Sector de Empada tem oitenta e três aldeias (83), divididos em duas áreas sanitária, mas, actualmente, está sem ambulância para evacuação dos pacientes, na maioria das vezes os familiares são obrigados a transportar o paciente para o centro de saúde de Empada com a bicicleta ou mata e caso o tratamento exige a intervenção medica automaticamente é evacuada para Buba ou para Bissau.
Quando é assim, segundo a enfermeira, os familiares são obrigados a pagar um valor superior a oitenta mil (80) francos CFA para o tratamento de cada paciente.
A falta de médico em Empada, também mereceu a preocupação dos populares, entre os entrevistados pela Rádio Sol Mansi, apontam a situação de falta de materiais, medicamento e do próprio médico para o respectivo centro de saúde.
Uma outra preocupação da enfermeira do centro de saúde de Empada tem a ver com os números das pessoas viventes com VIH/SIDA, tendo em conta o número da população do sector.
A questão da segurança e da educação mereceu oi elogio dos populares de Empada ouvidos pela Rádio Sol Mansi.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá
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