CEMFA ANUNCIA INCORPORAÇÃO DA GUARDA NACIONAL NA FORÇA ARMADA

O Chefe do Estado- Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) anunciou, hoje, que a partir de agora a Força Armada vai passar a assumir o Comando Completo da Guarda Nacional, uma estrutura ligada à Força de Segurança a fim de organizá-lo e evitar a desordem no país.

“A partir de hoje, as Forças Armadas passam a tomar o comando completo da Guarda Nacional, vamos assumir por completo para organizá-la e evitar a desordem no país, quando o país caminha para um rumo certo sempre existe este tipo de sobressalto, o mesmo aconteceu no dia 1 de fevereiro [2022], mas a tolerância agora é zero para este tipo de ato, quem o fizer vai para prisão”, avisa Biague Na N´Tan, aos jornalistas, esta manhã, após a apreensão de mais de 150 AK, três bazucas, granadas, esqueleto de canhão- B10 e demais matérias de guerra, no âmbito do assalto perpetuado pelas forças da Brigada da Intervenção na Reserva (BIR), a cela da Polícia Judiciária (PJ), em Bandim e que resultou após o confronto armado entre as forças do BIR e do Estado-maior, na morte de duas pessoas, segundo Polícia Militar e vários feridos.

Na N´Tan, que regressou recentemente ao país, questiona como é que “um chefe da operação da Guarda Nacional pode afirmar que não vai render a confrontação com os militares porque não vai ser humilhado, e hoje, onde está, não é na prisão, qual é a maior humilhação, e outros a dizerem que depois do controlo da situação, vão tomar o quartel do Exército e o Estado-maior para depois libertar os detidos [de caso de 1 de fevereiro] no quartel da Base aérea”.

“Esta missão não é de hoje, foi preparada e nós não vamos permitir este tipo de situação. A tolerância é zero”, reafirma.

O CEMFA acredita que o confronto entre a força do BIR e os militares da semana passada era uma tentativa de um golpe de Estado

“Porquê de retirar alguém na prisão e levar para um quartel e você armado, e afirmar ainda que vai libertar o Exército e de seguida libertar os prisioneiros na Base aérea, aquele é o quê, é a democracia”, questionou aos jornalistas o chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, para depois afirmar que “as armas foram apreendidas na sequência da confronto da semana passada e outros na aldeia de Vítor Tchongo”.

“A busca vai continuar e já foram criadas as comissões da busca e apreensão das armas, onde quer que seja”, garante.      

O confronto registado entre quinta-feira e sexta-feira, depois da retirada do ministro da Economia e Finanças e do secretário de Estado do Tesouro, na cela da PJ, originou a queda do Parlamento recentemente constituído, desrespeitando segundo alguns conhecedores da matéria a Constituição da Guiné-Bissau.

Questionado sobre este facto, o CEMGFA recusou comentar o caso, afirmando que ele está é para garantir a tranquilidade e segurança do Estado guineense.

“Eu não sou político, estou a falar aqui da questão militar e estou longe do parlamento, apenas estou aqui para garantir a tranquilidade do país e a segurança do estado”, replicou.

Na segunda-feira, após a reunião do Conselho de Estado, Umaro Sissoco Embaló dissolveu o Parlamento, horas depois renovou a confiança ao Primeiro-Ministro, Geraldo Martins para as mesmas funções, cargo que vai acumular com as pastas da Economia e Finanças, enquanto ele vai assumir cumulativamente o cargo do PR e dos ministros do Interior e da Defesa Nacional.

 

Por: Braima Sigá

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