Castanha de caju: PRODUTO ESTRATÉGICO DO PAÍS EM RISCO DEVIDO AS PRAGAS
O Presidente da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS) afirma que dentro de alguns anos o país poderá perder milhares de hectares de pomares caju se as pragas não sejam combatidas urgentemente.
O responsável falava hoje durante uma visita conjuntamente com a Associação Nacional de Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau, Associação Nacional dos Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG), assim como da Associação Guineense das Mulheres em Atividades Económicas (AMAE), e a organização ROPPA para constatar de perto a situação dos pomares de caju em Prábis e Quinhamel.
Mama Samba Embalo falou ainda da necessidade de fazer um auto- financiamento aos agricultores para que possam fazer uma limpeza de pomares.
“ Hoje, é preciso fazer um trabalho sério não só ao nível do setor privado, mas também enquanto estado da Guiné-Bissau. O que estamos a constatar é que daqui há alguns anos, o país poderá perder milhares de hectares de pomares se as pragas não sejam combatidas urgentemente e é preciso fazer um autofinanciamento aos agricultores para que possam fazer uma limpeza de pomares e novos viveiros porque desde 2005 que a nossa produção não sofreu nenhuma reabilitação”, avisou.
Embalo considera triste a situação em que se encontram as castanhas de caju nos armazéns de Bissau. No entanto diz que já enviaram uma carta ao presidente da República e ao governo no sentido de diligenciar um encontro para colocarem na mesa esses assuntos ligados ao setor de caju.
“ Na quadro de visita que fazemos aos armazéns de stocagens de castanha de caju, constatamos uma situação muito grave e este momento, há problemas sérios em relação a esse setor, então já solicitamos o presidente da República e o governo para um encontro para analisar os assuntos ligados ao setor de caju e encontrarmos a solução para o bem da Guiné-Bissau e da sua economia”, afirmou.
Para o responsável da CCIAS nenhum país se desenvolve sem o sector privado e “ é isso que colocou o país nessa situação, é preciso o relançamento do setor privado, que as empresas trabalhem para podermos avançar”, enfatizou.
Na terça-feira passada o presidente da Associação Nacional dos Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau, Lassana Sambú, alertou que poderá estar comprometida a campanha de castanha de caju do ano 2023 porque ainda estão com mais de 100 mil toneladas de castanhas nos armazéns para exportar.
Por: Diana Bacurim
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