Castanha de Cajú. FUGA PARA SENEGAL PREOCUPA COMERCIANTES NACIONAIS
A Associação dos Comerciantes Organizados em Defesa da Comercialização dos Produtos Nacionais e Pescados desafia o governo, a estancar o mais rápido possível, a fuga da castanha de caju para o país vizinho Senegal.
Bubacar Buaró apesar de elogiar a concretização do preço básico fixado pelo governo para a compra de castanha de caju – atualmente, o preço ultrapassa o previsto pelo executivo e passou a ser vendida 500 CFA - mas também este responsável insurgiu-se contra a fuga dos produtores com este produto para o território vizinho.
“ O governo tem de tomar medidas sérias com esta situação, tolerância zero à fuga de castanha de caju para o território vizinho. Também as pessoas não podem ser colocadas nas diferentes localidades para fiscalizar o processo e ficam aí a fazer negócios sujos, então o Ministério do Comércio, Guarda Nacional e até se for preciso que incluam a Polícia Judiciária para estancar esta prática porque no senegal, implementaram uma lei obrigatória que tem ser cumprida, caso contrário, a pessoa paga as consequencias”, assegurou
O desafio foi lançado esta quarta-feira em Bissau pelo seu presidente, na sua sede para fazer um balanço do presente processo de comercialização de castanha de caju do ano 2024.
Ainda Bubacar Buaró aconselha aos produtores a venderem as suas castanhas no preço de 500francos cfa enquanto é tempo.
“ Apelo os produtores que façam a venda das suas castanhas no preço de 500 francos cfa enquanto é tempo , os rumores que estamos a ouvir de que o preço no futuro poderá aumentar, não é confiavel”, pediu
No entanto, em termos da produção deste maior produto agrícola de exportação do país, nas províncias, Bubacar Buaró aponta a província leste com a pouca produção relativamente aos anos transatos.
“ Em termos da produção, ao nível das províncias, a província leste enfraqueceu este ano onde até neste preciso momento, quase cajú já terminou nas mãos dos produtores. Já a Província Sul, subiu no topo da produção passando a bola para a província Norte”, diz.
A Associação dos Comerciantes Organizados em Defesa da Comercialização dos Produtos Nacionais e Pescados, através do seu presidente, diz querer que a castanha de caju do país passe a ser intermediada pelos nacionais e não estrangeiros.
Por: Diana Bacurim
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