Campanha de comercialização da castanha de Caju: UNIÃO DOS CAMPONESES CONTRA PREÇO MÍNIMO ANUNCIADO PELO GOVERNO
A União Nacional dos Camponeses reage com descontentamento à notícia 410 Francos CFA como preço base para a campanha de comercialização da Castanha de Caju 2025.
A reação desta organização camponesa foi tornada pública, esta segunda-feira, numa entrevista telefónica à rádio Sol Mansi no âmbito da abertura da campanha de comercialização da castanha de caju 2025 dada na sexta-feira passada.
Upa Galipande Vicente Gomes justifica o descontentamento pelo fato de 1 quilo de arroz ser superior a de castanha, outro, sim, no ano passado, a caju foi comprada até 600 francos CFA.
“Reagimos a fixação do preço com descontentamento porque, primeiro, um quilograma de caju não devia ser inferior ao de arroz, segundo, no ano passado havia sido vendido a 600 francos CFA este ano devia subir mais”, sublinhou o presidente da União.
O presidente da União Nacional dos Camponeses denunciou também a compra da castanha em Pixice a 200 a 250 Francos CFA, pedindo para denunciar esta prática nefasta.
“Mesmo anunciando, o preço de 410 francos CFA em Pixice continua a ser comercializado em 200 a 250 francos CFA, mas o estado ficou em silêncio, por isso incentivamos os nossos associados a denunciar esta prática”, convidou Upa Vicente Gomes.
Upa Galipande Vicente Gomes apela ainda os camponeses a não venderem a castanha a inferior ao preço fixado pelo executivo.
“Apelo ainda aos camponeses para não vender as suas castanhas nos preços inferiores fixados, e aos camponeses em condições de obterem alimentos que aguardam as suas caju porque estamos aguardando os preços que serão fixados noutros países como Senegal e Gambia”, apelou Galipande Gomes.
A União Nacional dos Camponeses mostra-se contra o bloqueio que se tem verificado nas linhas fronteiriças que impede a venda da castanha de caju nos países vizinhos, enquanto o preço é mais baixo na Guiné-Bissau.
Por: Marcelino Iambi
- Created on .