Branqueamento de capitais: PRESIDENTE DA CENTIG-GB DIZ QUE A IMAGEM DA GUINÉ-BISSAU NÃO APRESENTA BOA SITUAÇÃO

O presidente da Célula Nacional de Tratamento de Informações Financeiras da Guiné-Bissau (CENTIF-GB) alerta que a imagem da Guiné-Bissau em relação ao combate do branqueamento de capitais não é “tanto quanto bom”.

Justino Sá respondia às questões colocadas pela Rádio Sol Mansi, à margem de uma jornada versada sobre o processo de branqueamento de capitais, realizada com os estudantes.

Justino Sá disse que um dos processos que eram “cavalo de batalha” na Guiné-Bissau era o processo Navarra onde “os traficantes foram condenados, os seus bens confiscados e infelizmente ultimamente assistimos que os traficantes estão a ser libertados e estão a devolver os seus bens”.

“Não podemos acabar com esta prática de branqueamento de capitais, mas diminuindo os crimes de corrupção, de tráfico de drogas e de fuga ao fisco estaremos a diminuir o branqueamento”, disse.

Justino Sá disse ainda que a sua organização tem realizado eventos, com vista a lutar contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, mas “sem justiça todos os nossos trabalhos vão por água-a-baixo”.

“A justiça é o cúmulo de todos os males que acontecem no país. Deve haver uma justiça forte que vai ao encontro a estas ações que estamos a realizar, defende.

O presidente da Celula Nacional de Tratamento de Informações Financeiras disse ainda que no país a corrupção é genérica, mas, atualmente ela afeta principalmente a camada juvenil, onde “atualmente os jovens revelam-se ambiciosos ostentando dinheiro sem trabalhar”.

“Em comparação entre os antigos dirigentes e os atuais jovens veremos que os atualmente querem vida de luxo sem trabalhar”, enfatiza.

A Celula Nacional de Tratamento de Informações Financeiras da Guiné-Bissau tem ainda por missão previnir a utilização dos setores económicos e financeiros para o Brqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo.

A organização tem alertado que,  tendo em conta as fragilidades do Estado, a Guiné-Bissau é vulnerável ao financiamento do terrorismo e ao branqueamento de capitais.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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