BCEAO ASSEGURA QUE RESULTADOS DAS CONTAS EXTERNAS DA GUINÉ-BISSAU EM 2024, APONTAM PARA UM SALDO EXCEDENTÁRIO DE 11,3 MIL MILHÕES
O Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), agência nacional, afirma que os resultados das contas externas da Guiné-Bissau em 2024, aponta para um saldo excedentário de 11,3 mil milhões de francos cfa após saldos deficitário de 23,1 mil milhões de francos cfa em 2023.
Esses resultados foram anunciados esta quarta-feira pela Diretora nacional do BCEAO, durante a joirnada de divulgação de contas externas da Guiné-Bissau referente ao ano de 2024.
Zinaida Cassamá diz ainda que os resultados do exercício de 2024, evidenciam uma melhoria significativa da posição externa do país, refletindo o desempenho favorável das contas financeiras.
“ os resultados das contas externas da Guiné-Bissau em 2024, aponta para um saldo excedentário de 11,3 mil milhões de francos cfa após saldos deficitário de 23,1 mil milhões de francos cfa em 2023 e 63,8 mil milhões de francos cfa em 2022. Os resultados do exercício de 2024, evidenciam uma melhoria significativa da posição externa do país, refletindo o desempenho favorável das contas financeiras com uma evolução positiva das tranferências correntes”, enelteceu a diretora.
Não obstante os progressos alcançados, Cassamá sublinha que subsistem desafios estruturais que necessitam da continuidade do aprofundamento das reformas.
“ Estes desenvolvimentos contribuiram para uma inversão da trajetória recente do saldo global da balança do pagamento, reforçando a resilência externa e a estabilidade do quadro macro-económico”, diz realçando que não obstante os progressos alcançados, subsistem desafios estruturais importantes que necessitam da continuidade do aprofundamento das reformas bem como uma coordenação mais estreitas entre os diferentes atores económicos.

“ A inflação média anual desacelerou para 3.5% contra 7.2% no ano anterior”
Na mesma ocasião, primeiro-ministro de transição confirmou que a inflação média anual desacelerou para 3.5% contra 7.2% no ano anterior, contribuindo para aliviar a pressão sobre rendimentos reiais das famílias.
O responsável afirma ainda que no que concerne as contas externas, mantêm-se forte concentração da exportação na castanha de caju, fator que expõe a economia nacional a choques do preço e de procura nos mercados internacionais.
“A inflação média anual desacelerou para 3.5% contra 7.2% no ano anterior, contribuindo para aliviar a pressão sobre rendimentos reiais das famílias. E para reforçar a estabilidade macroeconómica, no que concerne às contas externas, mantem-se forte concentração da exportação na castanha de caju fator que expõe a economia nacional a choques do preço e de procura nos mercados internacionais. Esta realidade, evidencia de forma inequívoca, a necessidade de acelerar o processo de diversificação produtiva e de transformação local de produção agrícola”, diz.
Por outro lado assegurou que as projeções indicam um crescimento real do PIB na ordem de 5,5% em 2026, sustentado pela recuperação da atividade agrícola, pelo aumento do nvestimento público e privado e pelo reforço da confiança dos parceiros internacionais. “ A consolidação macroeconómica por si só não é suficiente, o verdadeiro desafio reside na trasnformação estrutural da nossa economia. Precisamos reduzir a vulnerabilidade externa, aumentar o valor ecrescentado nacional e estimular o investimento produtivo e reforçar a capacidade exportadora em setores estratégicos como agro-indústria, pescas, turismo e serviços logísticos”, enfatizou.
Segundo o político, a difusão das contas externas não constitui um mero exercício estatístico, trata-se de um instrumento de tranparência, de prestação das contas e suporte a decisão política e empresarial.
De referir que as contas externas que englobam a balança do pagamento e a posição do investimento internacional, constitui instrumentos analíticos fundamentais que registam de forma sistemática e estruturada, o conjunto das transações comerciais e financeiras entre um país e o resto do mundo.
A sua análise permite avaliar o desempenho económico do país face ao exterior, identificar potenciais desequilibrios internos e externos e sustentar a formulação de políticas económicas mais consistentes, prudentes e eficazes.
Por: Nautaran Marcos Có
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