Bassirou Diomaye Faye. “SE A GUINÉ-BISSAU VAI PROCURAR ALGO MUITO LONGE, É PORQUE É ALGO QUE NÃO ESTÁ DISPONÍVEL NO SENEGAL E VICE-VERSA”
O presidente da República afirma ter abordado com seu homólogo senegalês o desenvolvimento da cooperação no domínio da defesa e segurança considerando a complexidade dos enúmeros desafios que os países da África Ocidental e do Sahel enfrentam.
Umaru Sissoco Embaló falava hoje na delaração conjunta efetuada com Bassirou Diomaye Faye pela ocasião da visita deste ao país.
Embalo disse ainda que no encontro mantido entre as partes, tomaram todas as medidas necessarias para consolidar as duas cooperações.
“ Com o presidente Djomaye Faye procedemos a uma ampla troca de opiniões sobre o estado da cooperação entre os nossos dois países e a situação política na sub-região e na África e do resto do Mundo. Durante as nossas discussões, observamos uma perfeita concordância de pontos de vistas em todas as questões de interesse comum, decidimos especialmente tomar todas medidas necessárias para consolidar a nossa cooperação em várias áreas incluíndo agricultura, pesca artesanal, industrial a formação dos quadros guineeses na instituição do ensino profissional e superior do Senegal. Também, funcionamento da Agência Gestão e Cooperação “AGC” entre Senegal e a Guiné-Bissau bem como o desenvolvimento da nossa cooperação no domínio da segurança e defesa considerando a complexidades dos números desafios que os países de África Ocidental e Sahel em geral atualmente enfrentam, constituem as nossas preocupaçoes”, disse Embalo.
Por outro lado, disse que o objetivo comum dos dois país continua sendo uma maior aproximação entre os países e governos da CEDEAO. “ O nosso objetivo comum continua sendo uma maior aproximação entre os países e governos da CEDEAO e a promoção de uma cooperação franca e frutífera para o desenvolvimento económico e social dos nossos países, e continuaremos também a trabalhar junto no seio da União Africana e na cena internacional pela preservação da paz mundial e pela promoção do multilateralismo e pela convivência pacífica entre os Estados e pala cooperação internacional”, garantiu.
Por seu lado, o presidente senegalês garantiu que vão se concentrar no desenvolvimento de vários setores entre eles, da defesa, da segurança, da formação porque senegal está sempre disponivel como fez no passado, acolher os estudantes e mesmo os funcionario no quadro da formação continuo, para o reforço da capacidade da elite guineense porque na realidade da Guiné-Bissaun é a mesma da do Senegal.
“ Os dois países podem fazer e muito e devem fazer muito, porque não devem procurar fora o que podem encontrar nos seus próprios países”, acrescentando que se a Guiné-Bissau vai procurar algo muito longe do que ao lado, é porque é algo que não está disponível no Senegal e vice-versa”.
“ É por isso que quero convidar o setor privado dos dois países a mutualizar os esforços e os recursos por ser uma oportunidade de aumentar o volume de trocas comerciais e dos investimentos privados”, sublinhou Faye.


Retirada das forças senegalesas não é uma questão que esteja em cima da mesa
Na mesma ocasião, o ministro dos Negócios Estrangeiros guineense não confirma nem desmente as informações que dão conta de que o novo regime no Senegal pretende tirar suas forças na Guiné-Bissau.
A Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) decidiu prorrogar no ano passado, o mandato das suas tropas de manutenção de paz na Guiné-Bissau por mais um ano.
Sobre o assunto Carlos Pinto Pereira diz simplesmente que para já, não é uma questão que esteja em cima da mesa. “ Quando o assunto tiver que ser colocado, naturalmente, não haverá nenhuma exitação dessa, mas, para já não é uma questão que esteja em cima da mesa. No momento que for determinado que a presença da CEDEAO deve terminar, Senegal cumprirá aquilo que forem as determinações da CEDEAO e da Guiné-Bissau”.
Pinto Pereira falava no âmbito da visita do novo pesidente senegalês ao país.
A reação da comunidade guineense em portugal contra Sissoco embalo não escapou o olhar do ministro que os aconselhou que a crítica faz-se dentro do país não lá fora, “lá fora têm é que prestigiar e valorizar no maximo o país”.
De referir que o presidente senegales fez-se acompanhar nesta visita de algumas horas, dos ministros de negocios estrangeiros, da defesa, da energia e dos recursos naturais, areas que o chefe de estado senegales quer sinalisar para que haja a compreensao de que os dois países devem continuar a cooperar para explorar em comum os recursos para a firmar o bom relacionamento entre os dois povos.
Por.Nautaran Marcos Có
- Created on .