BANCO MUNDIAL APRESENTA PELA PRIMEIRA VEZ RELATÓRIO SOBRE CLIMA E DESENVOLVIMENTO DO PAÍS
A representante residente do Banco Mundial disse esta segunda-feira, que os recursos naturais que o país possui representam uma oportunidade significativa para impulsionar um crescimento sustentável e resiliente.
“A Guiné-Bissau possui o maior capital natural per capita da África Ocidental. Esses recursos naturais vastos representam uma oportunidade significativa para impulsionar um crescimento sustentável e resiliente, essencial para o desenvolvimento do país. No entanto, o país também enfrenta uma elevada vulnerabilidade às alterações climáticas, que já afetam diretamente comunidades, especialmente aquelas em zonas costeiras e dependentes da agricultura e da pesca como fontes de subsistência”, observa a representante do Banco Mundial, na abertura da apresentação do Relatório sobre o Clima e o Desenvolvimento do País, apresentado pela primeira vez na Guiné-Bissau.
A responsável afirma ainda que “a urgência do tema é evidente: sem estratégias eficazes de adaptação, os riscos climáticos podem intensificar a pobreza no país. Por isso, o relatório que apresentamos é não apenas relevante, mas crucial”.
O Relatório sobre o Clima e o Desenvolvimento do País (CCDR) é um diagnóstico estratégico, segundo o Banco Mundial, que integra questões climáticas e de desenvolvimento. Para Rosa Brito, “o documento propõe um quadro estratégico que alinha os objetivos de desenvolvimento com a necessidade de mitigação dos impactos climáticos, considerando as particularidades do contexto nacional, e apresenta prioridades para enfrentar os riscos climáticos de forma imediata”.
As prioridades imediata identificado no relatório, para os próximos três anos, envolvem a adoção de práticas agrícolas inteligentes do ponto de vista climático para aumentar a produtividade, salvaguardando simultaneamente os recursos hídricos e terrestres, regenerando e protegendo as florestas, aumentando o acesso à energia e reforçando as capacidades humanas e os sistemas de conhecimento.
No entanto, o ministro da Economia, Plano e Integração Regional reconheceu que é urgente investir na tecnologia de irrigação, variedades de culturas adaptadas e em infra-estruturas para permitirem os agricultores a enfrentarem melhor os desafios climáticos.
“A adopção de práticas agrícolas inteligentes e a diversificação das culturas são essenciais para construir uma agricultura mais resiliente. É urgente investirmos em tecnologias de irrigação, variedades de culturas adaptadas e em infra-estruturas que permitam aos agricultores enfrentarem melhor os riscos climáticos”.
O governante aponta o setor da energia como outro vital, segundo ele, “para um desenvolvimento de baixo carbono, é importante expandir o uso de fontes renováveis e criar uma rede elétrica mais resiliente e acessível. Este investimento não só apoiará a qualidade de vida da nossa população. Em relação a este indicador, neste preciso momento, a Guiné-Bissau fornece energia eléctrica, 100% a partir de uma fonte renovável”.
O relatório apresentado pelo Banco Mundial, enfatiza a importância de infraestrutura resilientes para enfrentar eventos climáticos extremos, como as inundações. Estradas, pontes e estradas de abastecimento são pilares para a mobilidade.
Para o governante que tutela a pasta da Economia e Integração Regional, “a transição para um desenvolvimento sustentável e resistente não é uma responsabilidade apenas do governo ou das instituições internacionais mas, um desafio colectivo”.
O relatório mostra que o país está enfrentando enormes desafios. O aumento das temperaturas, a variabilidade da precipitação, a intensificação das secas e a elevação do nível do mar estão a impactar diretamente a agricultura, segurança alimentar, pescas e infraestruturas essenciais, exacerbando as condições de pobreza e vulnerabilidade.
Por: Braima Sigá
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