AUTORIDADES NACIONAIS E PARCEIROS QUEREM TRANSFORMAR CAPITAL BISSAU NA CIDADE MAIS LIMPA DA ÁFRICA OCIDENTAL

O programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos e a Câmara Municipal de Bissau, reúne os técnicos e não só para validação dos resultados preliminares da implementação da Ferramenta Waste Wise Cities (WaCT - Cidades Inteligentes para a Gestão de Resíduos).

A Ferramenta está a ser implementada no âmbito do projecto “Quadros de gerenciamento de resíduos mais seguros e ambientalmente adequados na África", particularmente na Guiné-Bissau, Nigéria e Serra Leoa, financiado pelo programa Mundial do Ambiente.

No discurso da abertura, o titular da pasta do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climáticas, Viriato Soares Cassamá, afirmou que a Guiné-Bissau, tal como muitos outros países, enfrenta os desafios complexos na gestão de resíduos sólidos.

“A Guiné-Bissau, tal como muitos outros países, enfrenta desafios complexos na gestão de resíduos sólidos. O crescimento populacional, a urbanização rápida e o aumento do consumo têm gerado uma quantidade crescente de resíduos que exige soluções inovadoras e eficazes. É neste contexto que a Ferramenta Waste Wise Cities (WaCT) se revela uma aliada fundamental”, afirma o governante.

Entretanto, o coordenador nacional do programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat), Edmilson Augusto da Silva, afirma que “este diagnóstico da Ferramenta WaCT pretende colocar à disposição das autoridades nacionais, particularmente a Câmara Municipal de Bissau dados empíricos para melhorar o processo da planificação, elaborar planos, estratégias e políticas públicas de orientar o investimento público bem como melhorar também o processo de tomada de decisão tendente a reduzir o impacto negativo causado pela má gestão dos resíduos sólidos urbanos e que impactam sobremaneira frágil ecossistema de que dependem a esmagadora maioria da nossa população”.  

Atualmente há quatro tipos de lixos que dão mais na vista: plásticos, vidro, metal e papel. O mais produzido na Guiné-Bissau é o lixo orgânico, para fazer face a esta situação, o secretário-geral da Câmara Municipal de Bissau, Joviano Correia Landim aponta a criação das soluções práticas.

“Não se pode acabar com o lixo, então nós precisamos e temos exemplos a nível da África de que é possível. Podemos contornar a situação mas, temos que ser pragmáticos, temos que agir, temos que criar as soluções práticas e é com isso, que a Câmara Municipal de Bissau neste momento está a tentar dar a resposta”.

Atualmente a Câmara Municipal de Bissau organiza  Campeonato de Limpeza em que participam mais de 30 bairros, para um período de 16 meses.

No entanto, o consultor do projecto Ferramenta Waste Wise Cities, Morto Baiém Fandé igualmente, Engenheiro Ambiental e Sanitarista, Doutor em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável, aponta como as soluções práticas a reciclagem e incentivar os jovens a criar empresas na área de lixo.

“Tem que haver a forma de recuperarão como a reutilização e a reciclagem, porque os resíduos hoje em dia gere o dinheiro em muita parte do mundo, então, nós temos que trabalhar nesta cadeia de resíduos fazendo a sua recuperação, criar as oportunidades e incentivar os jovens a criar empresas nesta área, porque pode ganhar o dinheiro como nas outras áreas”

O projeto tem como principais resultados a aplicação da ferramenta para produzir os dados empíricos e a produção da lei base sobre resíduos sólidos urbanos.

A Guiné-Bissau tem assistido nas últimas décadas ao grande aumento da concentração populacional nos grandes centros urbanos. Dos cerca de 2 milhões de habitantes, 25% vivem na cidade de Bissau, da qual estima-se que anualmente produzam cerca de 355 toneladas de lixos, apenas 66% são colectados. 

 

Texto & imagem: Braima Sigá

Questo sito fa uso di cookie per migliorare l’esperienza di navigazione degli utenti e per raccogliere informazioni sull’utilizzo del sito stesso. Leggi di più