AULAS ARRANCAM NAS ESCOLAS PÚBLICAS COM POUCA PRESENÇA DOS ALUNOS E PROFESSORES

O diretor do Liceu Rui Barcelo da Cunha aponta os défices no cumprimento dos programas escolares nas escolas públicas, como um dos fatores que levam os alunos a saírem mal preparados para as universidades.

Este responsável falava esta segunda-feira, a propósito do início das aulas nas escolas públicas do país, onde a nossa reportagem constatou uma fraca presença dos alunos nos recintos escolares e também era possível os ver fora das salas de aulas procurando pelos seus nomes e turmas.

Isidro Martins diz esperar que este presente ano não tenha nenhuns sobressaltos e que o governo irá ser flexível em negociar a tempo com o sindicato e apelamos também o sindicato a atuar de bom senso no sentido de juntos encontrarem soluções ideais, porque fim ao cabo são os nossos filhos que paguem por isso, ora hoje-em-dia estas perante vários desafios entre eles regionais, continentais e global e o mundo está a exigir tantas coisas, por isso os défices no cumprimento dos programas escolares nas escolas públicas estão a levar os alunos a saírem mal preparados para as universidades nacionais e internacionais”, assegurou

Cesário Amatias, subdiretor do Liceu Agostinho Neto, pede a todos os intervenientes do setor educativo inclusive o governo, a assumirem as suas responsabilidades, por forma a reconquistar o bom nome das escolas públicas como tinha outrora.

“As espectativas são enormes, porque queremos retorná-las como aquelas que outrora tinham sido, porque é triste essa escola que antes levava cerca de 4 a 5 mil alunos, mas agora só recebe cerca de 1 mil alunos e isso mostra claramente que os pais e encarregados de educação desacreditarem nas escolas públicas por isso todos os intervenientes do setor educativo inclusive o governo devem assumir as suas responsabilidades, por forma a reconquistar o bom nome das escolas públicas”, frisou.

No que concerne as fracas presenças dos alunos neste primeiro dia do arranque das aulas nas escolas públicas, a Confederação Nacional das Associações Estudantis de Guiné-Bissau, através do representante do seu presidente Jesué Miranda, apesar de confirmar que esta situação já tornou-se normalizada na sociedade guineense, mas diz esperar que haja mudanças.

Cristóvão Mancabo diretor da Escola do Ensino Básico, Salvador Allende confirma que os seus professores vieram em massa para o começo das aulas.

No entanto, a nossa reportagem seguiu até ao Liceu Nacional Kwame N´krumah, a fim de se inteirar do processo, mas constatou que esta tinha as suas salas encerradas, inclusive a direção, Mas, segundo as informações tudo tem a ver com a cerimónia fúnebre do seu diretor, que faleceu na passada sexta-feira.

Durante esta ronda, a nossa reportagem falou com alguns alunos que apelaram o governo, a dar mais atenção ao setor educativo.

Recorda-se que no passado dia 26 do mês de Setembro, durante a abertura do ano letivo 2023/2024 e cujo lema é “Resiliência e Confiança para uma Educação de Qualidade, o governo havia fixado a data de hoje, como o dia do arranque das aulas nas escolas públicas do país.

 

Por: Diana Bacurim

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