ATÉ JUNHO A GUINÉ-BISSAU PODERÁ COMEÇAR A BENEFICIAR DA ENERGIA DA OMVG
O ministro da Energia e Indústria anunciou para junho próximo, o início de fornecimento da energia eléctrica produzida na barragem de Kaleta, no quadro do projeto da Organização de Valorização e Aproveitamento da Bacia do Rio Gâmbia (OMVG).
O ministro Augusto Poquena falava aos jornalistas no princípio desta tarde, no âmbito da visita às unidades industriais da capital Bissau, para justificar o adiamento do fornecimento da eletricidade através da linha de interconexão da OMVG, aponta a suspensão da colocação dos postos que por coincidência devem ser colocadas nas zonas húmidas.
“Até junho, porque as pessoas esquecem que na época chuvosa os trabalhos da implantação dos postos tornam complicados e há postos que devem ser implantados nas zonas húmidas e não estamos em condições de implantar estes postos com uma profundidade de 26 metros, mas como já acabou a época chuvosa vamos continuar os trabalhos e a previsão é até o mês de junho, o país vai começar a beneficiar da corrente da OMVG”, promete.
O projeto iniciado em 2019 e com o prazo de duração de 18 meses, mas devido aos problemas que se prendem com a indemnização dos proprietários por onde devem passar as linhas de conexão, e, com à pandemia da covid-19, originou o prolongamento do prazo para a data presente.
Entretanto, no âmbito da visita às instalações industriais da capital Bissau, o ministro da tutela foi confrontado com a inquietação dos consumidores sobre os preços dos produtos produzidos localmente, na altura prometeu trabalhar com a associação dos industriais para que os preços sejam mais acessíveis aos consumidores.
“Eles têm toda a razão. Não só os produtos produzidos localmente, mas vemos que existem reclamações em outros países devido a esta guerra da Rússia e Ucrânia onde os grandes produtores do petróleo estão em crise e não existe combustível e significa com isso que é o combustível que dita em todas atividades sociais”, admite.
Interpelado pela Rádio Sol Mansi (RSM) sobre a denuncia de alguns postes de venda de combustível que funcional com a licença “ilegal” de venda de cebola e outros produtos alimentícios, o ministro diz não ter as informações destas denúncias, mas disse ter o seu Inspetor-Geral e “penso que é uma preocupação que ele tomará em conta e se for verdade as medidas serão tomadas”.
A visita às unidades industriais da capital, segundo o executivo, deve-se à preocupação do governo para com o sector para que em conjunto elaborem um plano de reestruturação bem como a intervenção do governo, para que possam ser mais rentáveis no Produto Interno Bruto (PIB).
“O governo está preocupado com o setor industrial. Há bem pouco tempo o presidente da República esteve em Níger e participou numa semana da industrialização e foram levantadas várias questões e estratégias para a industrialização da África e precisamente é o que nos move a entrar em todas as unidades industriais para procurarmos saber o que realmente se passa em termos de dificuldades setor industrial para buscarmos conjunto de soluções para dar respostas a estas dificuldades”, explica.
O governante assegurou também, que estão em negociações com os parceiros multilaterais, em busca da forma de poderem continuar a ajudar o país a desenvolver o sector industrial, com a implantação de um laboratório para certificação dos produtos agrícolas.
Texto & Imagem: Braima Sigá
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